Homossexualidade

  • 05jun

    A Casa do Advogado (OAB Santo André) convida para a “Noite de autógrafos com obras exclusivas sobre Direito Homoafetivo” nesta quarta-feira, dia 08 de Junho, as 19h.

    Autores convidados: Anita Costa Prado, Fabricio Viana, Irineu Ramos, José Luiz Ragazzi, Luana Maniero Moreira, Luciana Pereira, Manoela Alcântara, Marli Porto, Paulo Roberto Iotti Vecchiatti, Priscila Agapito e Viviani Girardi.

    Data / Horário
    08 de junho (quarta-feira) – 19 horas

    Local
    Casa do Advogado de Santo André
    Av. Portugal, 233 – Centro

    Inscrições / Informações
    Fone: (11) 4992-7933 – E-mail: secretaria.stoandre@oabsp.org.br
    Site: www.oabsa.org.br

    LIVRARIA CAASP SANTO ANDRÉ
    Fone: (11) 4990-2254 – e-mail: santoandre@caasp.org.br

    Promoção
    38ª Subseção – Santo André
    Presidente Dr. Fabio Picarelli

    Coordenação
    Comissão dos Estudos dos Direitos da Diversidade Sexual e Homoafetividade
    Dra. Eliane Ferreira de Laurentis
    Dr. Clovis Hernandes

    Apoio
    Livraria CAASP Santo André
    Livraria do Fórum
    Editora GLS


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 16fev

    Não sei quantas vezes falei sobre isso publicamente mas aqui estou eu de novo. É uma dúvida recorrente. Sempre chegam e-mails com as mesmas dúvidas então, vamos lá: Gays podem ficar com mulheres? Claro que podem! Assim como heterossexuais podem, também, ficar com pessoas do mesmo sexo. Precisamos entender que a sexualidade humana não é uma caixa fechada e rígida. E que segundo vários estudos, incluindo a Escala Kinsey (figura acima), produzida por Alfred Kinsey (quem puder assista o filme sobre sua vida chamado Falando sobre Sexo) fala justamente disso. Segundo ela, apenas alguns indivíduos são EXCLUSIVAMENTE heterossexuais ou homossexuais (e permanecem assim por toda uma vida). E que entre uma polaridade e outra existem as variações. Tem homossexuais que já transaram em algum momento de sua vida com pessoas do sexo oposto. Assim como heterossexuais que transaram em algum momento de sua vida com o mesmo sexo. Tem outros que o fazem com mais frequência. A teoria é longa e interessantíssima. Ainda mais se contarmos com a identidade sexual, que é como você se apresenta publicamente (e que não necessariamente diz – realmente – quais são suas preferências sexuais). Por isso tem muito bissexual, por exemplo, com identidade sexual de heterossexual, mas que transa com os dois sexos. Assim como eu conheço gays que tem identidade sexual de gay mas também transa com os dois sexos.

    Pode ser muita informação para algumas pessoas em tão poucas linhas. Mas, só para terem ideia de que tudo na sexualidade humana é possível. E não é porque você é gay que você não poderá transar com sua amiga mulher. E não é porque você é heterossexual que você não poderá transar com seu amigo ou amiga do mesmo sexo. Se acontecer, porque não? Sexo é bom e como já vem dizendo Wilhelm Reich desde a década de 50 (quem puder leia seu livro A função do Orgasmo) sexo é saudável. Segundo ele, um bom orgasmo, intenso e significativo, promove um relaxamento corporal de vários dias, promovendo a saúde psíquica e mental dos envolvidos. Sejam eles homens ou mulheres. Seja com heteros, homossexuais ou bissexuais.

    Então parem de ser “tão encanados” e comecem a curtir mais a vida. Sem medo, sem culpas mas com responsabilidade (camisinha sempre). O resto… é resto… ;-)


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  • 10dez
    Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual, Vida Homossexual, Vídeos GLS & LGBT - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    “Amigos ouvintes, hoje eu falo para os canalhas, esses canalhas skinheads que estão atacando os homossexuais indefesos na Avenida Paulista, nas madrugadas violentas de são Paulo.Ouçam: vocês são uns covardes, vagabundos, vocês uns boçais que atacam nos homossexuais a miséria sexual que vocês têm dentro. Solitários, desamados por homens e mulheres, vocês tem ódio da liberdade dos gays, da coragem que tiveram de assumir sua identidade sexual. Vocês tem inveja deles porque não tem identidade alguma. Eles são muito mais corajosos que vocês que vivem trancados no medo e no ódio. Vocês invejam nos gays a sensibilidade que desenvolveram como minorias, sensibilidade que vocês nem atingem.Se vocês morassem no Irã seriam pelo apedrejamento da Sakineh. vão para lá! Vão para o Irã! O colega de vocês, aquela boneca reprimida, Armadinejad, disse que lá não há homossexuais.Ou então porque que vocês não vão atacar lá no Rio de Janeiro, na praia gay em Ipanema?Há um tempo atrás, um bando de pit boys resolveu bater naquelas bonecas malhadas fortíssimas de bigode. Eles souberam, ergueram a bandeira colorida e esperaram. Pra que? Deram tanta porrada nos playboys que eles acabaram chorando sentados no meio fio, eh… Viraram pit lulus.É isso tenho saudades de Madame Satã, aquela grande bonecona guerreira, que chamava para o pau uma patrulha inteira da polícia especial e depois ia cantar num cabaré da lapa: Cadê Mimi cadê Mimi! Eh, é isso ai.” (Arnaldo Jabor)


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  • 27nov

    Com muita tristeza eu, e todos que a conheciam, recebeu a noticia triste de seu falecimento. Claudia Wonder, ícone da militância lgbt e do meio artístico, faleceu ontem com 55 anos de idade. Seus trabalhos e sua história é algo que realmente deixará saudade. Eu, francamente, nunca havia ido a um velório e, conforme me aproximava dela, sentia algo estranho. Como pode alguém tão cheio de vida, tão iluminada, ali, na sua frente, fria, imóvel… sem vida. Muito triste. Muito triste mesmo. Espero que sua memória fique viva para sempre em nossos corações. Coloquei alguns de nossos momentos (não tive tempo para procurar mais fotos) abaixo em forma de homenagem por seu rico trabalho… 

    Direitos de Resposta: Chamei a Claudia Wonder e a Maitê Schneider para gravar um programa na RedeTV… as duas falaram muito bem…

    Participação da Claudia Wonder no documentário premiado que produzi sobre os 10 anos da Parada Gay em São Paulo… para baixar o DVD completo gratuitamente, entre aqui: fabricioviana.com/nossoorgulho


    Frase da Claudia Wonder no meu livro www.OARMARIO.com (desde a 2ª edição)… foi uma das frases escolhidas do meu site (tem outras aqui oarmario.com/fabricioviana.php

    Wonder, descanse em paz…

    :-(


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  • 31ago
    Gay - Homossexualidade Masculina, Livros GLS, Mitos da Homossexualidade, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    A quantidade de psicólogos e psicólogas preocupados com as questões da homossexualidade tem sido cada vez maiores. Desde o lançamento da 3ª edição do meu livro http://oarmario.com, tenho recebido diversas mensagens parecidas com as da imagem acima. O que me chama mais a atenção é que muitos deles não são homossexuais, mas querem “entender” como “tudo funciona” justamente para prestar um atendimento de maior qualidade e eficácia. Isso me deixa extremamente feliz sendo que uma das críticas no meu livro é justamente esta: muitos psicólogos não entendem nada de sexualidade humana, muito menos sobre a homossexualidade. Parabéns para ela e para todos os colegas da profissão.


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  • 05ago

    Agora sim, segue release oficial enviado para a imprensa! O restante é comigo… estou ansioso… vejo todos vocês lá… levem amigos, conhecidos, parentes… enfim, compareça… será neste sábado, 07/08… :-) Abs, Fabrício Viana
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    casaraobrasil-logo

    frente-casarao-brasil-foto

    NOITE DE AUTÓGRAFOS COM O ESCRITOR FABRÍCIO VIANA NO CASARÃO BRASIL

    Com o objetivo de ajudar as pessoas a entenderem mais as questões sobre a “saída do armário”, Fabrício Viana, bacharel em psicologia e idealizador de vários projetos como o portal Armário X, comemora com amigos e leitores o lançamento da 3ª edição de seu livro O Armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido no Casarão Brasil às 19hs neste sábado, 07 de Agosto de 2010.

    Lançando em 2006 de forma independente, o livro O Armário já foi vendido para mais de 1.000 pessoas em todo o Brasil pelo site www.oarmario.com. Como é uma produção independente, Viana comemora o sucesso: “Poucos escritores independentes conseguem vender toda a primeira edição e nós já estamos na terceira! Temos que comemorar!”

    Jornalistas, advogados, psicólogos, drag queens, amigos, blogueiros, twitteiros, portais e leitores já confirmaram presença com o autor. “No lançamento em 2006 as pessoas fizeram fila para comprar e receber um autógrafo, na época eu nem era tão conhecido assim, hoje em dia, depois de ter participações no Fantástico, Ana Maria Braga, Manhã Gazeta, entre outros, a quantidade de pessoas que conhecem o meu trabalho é bem maior, logo, tudo indica que muita gente deve comparecer nesta noite de autógrafos! O frio na barriga é inevitável!”, conta Viana.

    Para prestigiar o autor e adquirir seu exemplar, que será vendido no local por R$ 34,00 (apenas dinheiro ou cheque), procure chegar cedo ao Casarão Brasil localizado na Rua Frei Caneca, 1057 em São Paulo.

    Mais informações para a imprensa com o próprio autor em seu site pessoal www.fabricioviana.com ou em seu Twitter www.twitter.com/fabricioviana

    Serviço:

    Dia: 07/08/10 (sábado) às 19h.
    O Armário – De Fabrício Viana
    Lançamento da 3ª edição no Casarão Brasil
    Valor R$ 34,00 (dinheiro ou cheque)

    Local:
    Casarão Brasil
    Rua Frei Caneca, 1057 – São Paulo
    11 3171.3739 – (próximo do metrô Consolação)
    www.casaraobrasil.org.br

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  • 27mai

    bailao-abcbailao-filme

    É hoje, entrada franca em SP de um vídeo que nasceu premiado! Segue texto do amigo Ricardo Aguieiras (que terá um trio na Parada de São Paulo chamado “Gays Idosos também são muito Gostosos” – E alguns são mesmo!! kkk E é claro que eu estarei lá para prestigiar!!):

    “Bailão, o belo curta – e já muito premiado! ( http://filmebailao.wordpress.com/) – que participei com depoimentos, terá sua pré-estréia em  São Paulo, no Espaço Unibanco Augusta e eu adoraria ter a presença de tod@s! Será no dia 27/05, quinta-feira, às 21:30 horas, entrada franca,  na Sala 4. Marcelo Caetano, ele é o talentoso diretor que saiu percorrendo Sampa e traçando paralelos entre os sentimentos dos gays idosos entrevistados e a essência da cidade. Trata-se de preservação da memória da homossexualidade e de um novo olhar, em profundidade,  aos que ajudaram a construir a nossa história. Ele já havia dirigido um outro curta premiado “A Tal Guerreira” sobre a grande cantora já falecida, Clara Nunes.  Para contar a história, o diretor acompanhou um grupo de umbandistas de Sorocaba, que cultua Clara com romarias anuais a seu túmulo. Eles também conservam um templo colorido em sua homenagem. Em paralelo, o vídeo acompanha uma travesti que incorpora a cantora em uma boate gay. O diálogo entre o Templo e a travesti é o fio condutor da produção. Tive grande prazer em colaborar com o filme Bailão, contando das minhas experiências de vida, do início da militância no Grupo Somos, em 1978, mostrando os antigos (alguns que nem existem mais, tristemente…) lugares de frequência gay em Sampa, onde aconteciam as paqueras, as pegações e, por que não, o amor. Quantos relacionamentos que tive e presenciei começaram assim; sonhos e propostas de vida, queríamos revolucionar o mundo e, em parte, a gente se encantou e conseguiu, o arco-íris já é nosso mas não achamos ainda o pote de ouro. Revi pessoas que caminharam também nessa luta e também colaboraram com belos depoimentos, sobreviventes de umas época onde sonhar ainda era possível. O ápice do filme é uma festa na boate ABC BAILÃO, que fica na rua Marquês de Itú, aqui em Sampa, boate essa que acompanhou e ajudou a fazer toda essa caminhada, desde quando era chamada simplesmente de “HS”, uma abreviatura de “homo sapiens”. Neste triste país, infelizmente, a História é vilipendiada e a memória, além de não valorizada, é ainda estimulada para a queda no esquecimento. Isso no geral, imagine então o que ocorre com a Memória da Homossexualidade. Por isso, referenciais artísticas e criações como as de Marcelo Caetano são  imprescindíveis.  Levem a pipoca, seus olhares e corações para essa pré e depois me procurem. O Curta acaba de receber o Premio Cidadania, de melhor curta metragem, dado pela Associação da Parada – SP. Venham bailar com a gente!”


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  • 12mai

    feiraculturalglbt-paradasp

    Estão abertas as inscrições para expositores interessados em participar da 10ª edição da Feira Cultural LGBT – atividade integrante do 14º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo – que ocorre em 03 de junho no Vale do Anhangabaú. São, ao todo, 73 tendas disponíveis para venda de produtos dos mais variados segmentos e o cadastro segue até o dia 23 de maio.

    Neste ano, a Feira Cultural abre oficialmente a programação do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, que se estende até o dia 28 de junho. Dentre as diversas atrações que a Feira abriga estão as tendas de comércio, sendo 20 de alimentação e 53 de produtos em geral, como moda, assessórios, perfumes, artes plásticas, decoração, literatura, CDs e DVDs, artigos esotéricos etc.

    Expositores e comerciantes interessados devem entrar em contato com Débora Carraro pelo e-mail feiraculturallgbt@yahoo.com.br ou pelos telefones (11) 7143-6041 e (11) 6505-3244 até o dia 23 de maio.

    Sobre a Feira Cultural LGBT

    Há 10 anos, tradicionalmente a Feira Cultural LGBT antecede a Parada do Orgulho recebendo cerca de 200 mil pessoas, oferecendo informação e entretenimento gratuitamente.

    Além das tendas de comercio, ONGs e entidades de cunho social também estão representadas, prestando serviços e apresentando seus trabalhos. Há ainda tendas especiais onde são oferecidas oficinas culturais, de prevenção, cidadania e direitos.

    Ocupando toda a extensão do Vale do Anhangabaú, neste ano a Feira conta com um grande palco – para apresentações de música, performances e artistas da cena LGBT – e uma pista coberta onde os principais DJs da noite de São Paulo se revezam nas pickups.

    A 10ª Feira Cultural LGBT ocorre em 03 de junho (feriado de Corpus Christie), das 10h às 22h. Para conferir a programação completa do 14º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, cujo tema é “Vote contra a homofobia: defenda a cidadania!”, acesse o site www.paradasp.org.br.


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  • 10mai

    revistaveja-Ser-jovem-e-gay-A-vida-sem-dramasPelo jeito já virei referência quando o assunto é “saída do armário” e suas derivações. Quando a matéria da Veja saiu “Ser jovem e gay – A vida sem dramas” (leia aqui) meu twitter lotou de mensagens citando @fabricioviana para que eu desse uma lida.

    Antes, eu tinha lido uma nota do blog do André Fischer (leia aqui) e também um artigo do Marcelo Hailer (leia aqui)  algumas críticas sobre a matéria. Concordo com os dois em algumas partes. Afinal, também achei a matéria super positiva mas um pouco distante da realidade de grande maioria! Quando estudantes (geralmente de jornalismo) entram em contato comigo o assunto deles, antes mesmo de eu falar algo, sempre gira em torno do tema: “o preconceito não mais existe“, “hoje está todo mundo se assumindo“, “as coisas estão bem melhores do que antes“, “o mundo é outro“, e bla bla bla. Até eu me assusto. A impressão que dá é a de que, mesmo jornalistas formados e trabalhando em conhecidos veículos, quando aparece a pauta sobre a homossexualidade, eles começam a visitar vários sites, blogs e matérias na Internet, pegam um coisa aqui, outra ali e pronto: A VIDA É BELA E MARAVILHOSA! Todo mundo se assumindo, todo mundo mostrando a cara e por ai vai. Como o Hailer disse no texto dele, um adolescente de 14 anos se matou durante uma das matérias do Profissão Repórter no ano passado. Ele era gay e afeminado.

    O que eu sempre digo é que as coisas mudaram mas não estão nem próximos do ideal. E por isso que os jovens não estão nem ai para a militância na parada gay, eles não tem nem ideia – e nem conhecimento intelectual – da sociedade como um todo. Como um antigo artigo do Gui Tronolone, a parada gay traz milhões a rua. Mas são milhões de “alienados” como a maioria da população. Logo, a matéria da Silvia Rogar e do Marcelo Bortoloti esta ótima em termos de visibilidade e positivismo (e é raro encontrarmos matérias assim, “positivas”). Mas isso ocorre a uma parcela pequena da população (e, geralmente, em grandes metrópoles).  Tanto que, dos 1.000 livros vendidos pelo site www.oarmario.com (meu livro sobre a homossexualidade e “saída do armário”), eu me recordo de apenas de dois ou três comentários positivos deixados no formulário de pedido. A maioria, esmagadora, eram de histórias sobre os dramas da vida homossexual! E de situações “dentro do armário“.

    Alias, eu achava que todos que lessem meu livro iriam optar por uma vida mais “liberta”, se assumindo e vivendo 100% seus desejos e aspirações pessoais (lá eu não digo para se assumir ou não, mas mostro o “melhor caminho” com seus espinhos e flores). Mas nem assim esse lance de se assumir acontece com todos! E, claro, tem explicação: como eu disse a um paciente na época da faculdade (hoje eu não tenho consultório, trabalho na área de TI), não adianta nada você ter conhecimento intelectualizado sobre a neurose, conflitos internos, etc, pois SÓ isso não resolve! O lance é EMOCIONAL. Você com você mesmo! Um nó afetivo, por exemplo, só será desfeito após uma explosão emocional repentina e espontânea. Ou você consegue isso sozinho (praticamente impossível) ou com a ajuda de um terapeuta (por isso eles existem!).

    Então, mais uma vez, o lance de se assumir relatado na revista Veja é ótimo mas esta bem distante da realidade de muitos! Suspeito, inclusive, que os personagens foram escolhidos a dedo. Mas enfim, vou ficar apenas com a imagem positiva que a matéria nos mostra. Mesmo porque, e me lembrei agora, daquele pai que deu uma arma para o filho (na Bahia) e disse: ou você vira homem, ou você se mata!

    Sim, ainda temos muuuuuuuuuuuuito disso. Infelizmente.

    Abs,
    Fabrício

    Ps: aproveitando o post e a referência do assunto (risos), coloquei – finalmente – os vídeos dos programas de TV (Ana Maria Braga, Mulheres Dez, Fantástico, Manhã Gazeta, etc) que fui falar sobre a homossexualidade e saida do armário no meu site pessoal, o link direto da página de vídeos é: http://fabricioviana.com/videos/


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  • 23abr

    FOTO-PARADAGAY-SANTOANDRE-2010

    Lembrando a todos que neste domingo, dia 25/04/2010,  tem a Parada Gay de Santo André! E quem organiza é o amigo e militante Marcelo Gil. Participem! E sigam as dicas: bebam muita água, cuidado com equipamentos digitais, carteira e dinheiro (muitos aproveitam a muvuca para assaltos), prefira ir em grupos, evite bebidas alcoolicas (ou se beber, não exagere!), não destrua patrimônio público (praças, canteiros, estátuas, etc) e SEJA FELIZ!

    Ano passado eu não participei de nenhuma parada gay, acreditem! Mas este ano pretendo ir em várias. Nunca fui “fantasiado” em nenhuma delas mas desta vez, se eu for, irei de “mascarado” (pra me divertir mesmo!). Uma coisa do tipo “não sou assumido!” (gente, é só uma fantasia! kkkkk). Ou não. Talvez eu vá de Fabrício Viana mesmo… afinal, o importante é ir!!

    Aproveitando o post: PARABÉNS MARCELO GIL e todos os amigos que te ajudam!!! Por anos de dedicação e luta!!!! Você merece!!! :-)

    Serviço:

    Parada Gay de Santo André
    Data: 25/04/2010
    Local: Esquina da Av. Dom Pedro II com a Rua Catequese (a poucos metros da Estação de Trem de Santo André)
    Início: Ao meio-dia.
    Presenças de: Léo Àquila, Salete Campari, Marcelo Gil e muito mais.


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  • 14abr

    homossexualidade-e-pedofilia-igrejacatolicaFoi mais ou menos com estas palavras que o cardeal Tarcisio Bertone disse nesta semana a uma coletiva de imprensa quando foi questionado sobre os padres gays pedófilos. Segundo Bertone:Muitos psicólogos, muitos psiquiatras, demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros comprovaram, e me disseram recentemente, que há relação entre a homossexualidade e a pedofilia. Isto é verdade, este é o problema“.

    Várias organizações mundiais, estudiosos e até mesmo países se demonstraram contra as afirmações daquele que é a 2ª maior autoridade da Igreja Católica. Segundo o site da Globo, o G1, a França foi um dos países que demonstrou seu total repúdio a infeliz afirmação de Bertone:

    Eu não tenho essa opinião, gostaria de conhecer os estudos científicos que ele diz ter. Tenho uma grande estima pelo Cardeal Bertone, mas tenho a sensação que neste caso ele está equivocado“, afirmou o senador democrata-cristão Patricio Walker.

    Segundo outros veículos, o papa Bento XVI tenta amenizar a polêmica e a falta de informação de seu cardeal dizendo que as afirmações dele não representam as afirmações da Igreja Católica. Entretanto, se ele errou em dizer isso, tudo indica que Bento XVI e a Igreja Católica também estão erradas quando condenam ferozmente a homossexualidade.

    A cada dia a Igreja Católica perde mais fiéis justamente por isso, por ser uma das maiores inibidoras do processo evolutivo da humanidade. Sempre proliferando informações falsas e irreais a respeito da realidade. Mesmo porque, para quem estuda a sexualidade humana e suas psicopatologias sabe que as estatísticas de pedofilia é extremamente maior entre heterossexuais do que entre homossexuais. O abuso infantil acontece muito mais dentro de casa, dentro do seio familiar (pai, tio, etc) do que fora. Nós somos contra a pedofilia em qualquer circunstância, agora associar a pedofilia a homossexualidade, isso é absurdo! Não existe relação. Esse cardeal precisa se retratar mundialmente. Essa frase dele é digna de alguém que realmente NÃO SABE NADA de ciência. Mais uma vez a religião atropela tudo e condena aquilo que não conhece, não estuda e não se aprofunda no assunto!

    Não aos padres pedófilos, não aos homo e heterossexuais pedófilos, não ao CARDEAL TARCÍSIO BERTONE, não ao PAPA BENTO XVI e um grande NÃO para a IGREJA CATÓLICA e a sua condenação – e perseguição gratuita – a HOMOSSEXUALIDADE!


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  • 03abr

    fetiche_homensdecalcinhaNesta segunda-feira, 05/04, vai rolar debate gratuito em São Paulo sobre homens que usam calcinha, crosdressers (geralmente héteros que gostam de se vestir de mulher) e demais inversões sexuais (pois é, são vários os fetiches e várias as “possibilidades da sexualidade humana”). E se você curte ou não, não importa, o lance – SEMPRE – é abrir a mente e “compreender/respeitar” a diversida e seus desejos “mais profundos”. Como disse o amigo e jornalista João Marinho, faz tempo que em sexy shops cuecas são vendidas para as mulheres (fetiche muitas vezes hétero), agora chegou a vez de falar sobre os “homens de calcinha“…

    Para quem se interessar, segue o release:

    Introdução:

    O Entre Homens de Páscoa discute, no próximo dia 05/04/2010, o tema:

    Papéis invertidos: homens que transcendem os gêneros:
    > O simbólico feminino: o significado de uma roupa de mulher em um corpo másculo – ou nem tanto;
    > As categorias: crossdressers, homens de calcinha, fetichistas, dominadores e submissos e outros tipos;
    > Identidades de gênero: as transformações da renda e da seda sobre o eu – ou não;
    > Os fãs: aqueles e aquelas que não resistem a um homem de lingerie;
    > Comportamento sexual: até onde vai, durante a relação, o processo de “encarnação” do sexo oposto.

    Com a presença de homens descolados em baby-dolls e inversões!

    Quando?

    Segunda-feira, 05/04/10, 19h30

    Onde?
    UP Grade Club.
    Rua Santa Isabel, 198 – São Paulo, SP, perto do Metrô República.
    Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Marquês de Itu.
    Telefone: (11) 3337-2028. Mapa e mais sobre o clube: www.upgradeclub.com.br
    * tocar a campainha para entrar | o bar estará aberto para os presentes

    Quem?
    Homens e mulheres de todas as orientações, preferências, identidades – e roupas!

    Sobre o Entre Homens:
    Gerenciado por Murilo Sarno, o Projeto Entre Homens visa refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino.

    Contato para a imprensa:
    João Marinho – MTB 42048/SP
    Tels.: +55 11 9775-8893, 3217-2640
    jm@joaomarinho.jor.br


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  • 27mar

    foradourado-mafiadourada

    Você pode até não simpatizar com o Dicesar e achar ele uó, como vi muitos comentários de gays que não estão do lado dele. Tudo bem, é um direito. Eu não sou amigo intimo dele mas, sempre que ele me encontra por ai (a ultima vez foi no camarim da boate 1001 em Curitiba) ele me trata super bem. Um dia me presenteou com um DVD feito sobre sua vida. Espetacular o trabalho (que puder assista!). E olha, dá trabalho mesmo ser drag queem. Mas enfim, o fato é que, gostando ou não dele, o Marcelo Dourado TEM QUE SAIR!!!! Um cara que perde um prêmio e dá socos no chão, que maltrata mulheres, que é contra os gays e tem uma tatoo nazista, não merece ganhar 1 milhão. Sei que ele é um ser humano como qualquer outro, com qualidades e defeitos, mas o lance aqui é simpatia e eu, e muita gente, não simpatiza com ele. Que ele seja feliz, arrume sua vida, case, que a familia e amigos dele tenham muita saude. Mas não quero que ele ganhe. Então, vamos com essa campanha, clicar lá e votar. Várias vezes e a todo o momento. Beleza?

    O link para votação é este aqui: http://bbb.globo.com/BBB10/Paredao/Votacao/0,,17411-p-2849,00.html

    E boa sorte Dimmy Kier/Dicesar. Torço muito por você. Espero que ganhe. E se não ganhar, que esta exposição traga ainda mais ofertas de trabalho pelo Brasil afora e que o cachê seja aumentado. Você é e sempre será um vencedor (para trabalhar na noite gay tanto tempo, tem que ser!).

    Abração a todos! E votem! Vou replicar este post no meu blog do Mix Brasil, no meu site pessoal, no portal Armário X e no Homossexualidade.net. E pedir para amigos blogueiros e donos de sites/portais gls que ajudem nesta campanha. Fora Dourado! Além de passar o link direito no meu Twitter!


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 24mar

    meufilhoegay_eagora_oquefazer_fabricioviana

    Com certa frequencia sou procurado por mães e pais que acabam de descobrir que seu filho é homossexual. Muitos me escrevem de forma tranquila, querendo saber mais informações a respeito da homossexualidade e acabam comprando meu livro para ajudar nesta compreensão. Outros, mais desesperados (e não são poucos), contam histórias de causar arrepios. E, na maioria delas, o problema é mesmo a falta de informações sérias a respeito da homossexualidade.

    Hoje resolvi compartilhar com vocês a carta de um pai desesperado que recebi nesta semana. Nome será mantido no anonimato. Vou colocar tanto o conteúdo do email dele quanto a minha resposta.

    ============================
    E-mail do pai procurando ajuda.
    ============================

    Enviada em: sexta-feira, 19 de março de 2010 23:10
    Assunto: ajuda!

    Fabrício, após inúmeras pesquisas na internet sobre a homossexualidade, encontrei sua obra: “O Armário”.

    Recentemente ( há apenas 6 dias ), nosso filho nos contou sobre sua opção sexual, afirmando ser gay. Foi um golpe muito grande para nós. Estamos sofrendo muito. Desde então, minha vida tem se resumido em pesquisas sobre o tema. Não consigo aceitar essa situação e penso sempre, todos os dias, que tudo isso vai passar e ele vai dizer que estava enganado sobre isso.

    Eu disse a ele que o amo e que meu amor por ele é verdadeiro e que nunca acabará. Tentei buscar forças. Mas estou sofrendo muito. Perdi a vontade e o prazer da vida. Meus projetos, meu trabalho, tudo para mim perdeu importância. É um momento de transtorno, de dúvidas, de desespero.

    Precisamos de ajuda. Peço sua ajuda, por favor. Não consigo conter as lágrimas… minha mente vaga e dá lugar a pensamentos cruéis, como, por exemplo, renunciar à vida. Desde o dia que soube, me entreguei ao álcool. Somos uma família com um casal de filhos e essa notícia, por enquanto, está somente no seio familiar (eu, minha esposa e filhos).

    Li sobre seu livro “O Armário” do Fabrício Viana, preenchi os dados para compra. Só falta efetuar a transferência.

    Ficarei eternamente grato pela ajuda.

    Um abraço.

    *******

    ============================
    Minha resposta
    ============================

    *******,

    Que bom que chegou até aqui. Fico triste quando “a busca” de informações sobre a homossexualidade acaba caindo em sites de pessoas e profissionais que promovem, erroneamente, a “cura da homossexualidade”. É um atentado contra a vida humana tentar curar algo que não tem cura. É a mesma coisa do que tentar ou fazer de tudo para que você ******, deixe a heterossexualidade e passe a ser um homossexual. Se você pode ser convertido, imagine que seu filho também possa. Se você não pode ser convertido, seu filho também não. Porque a “mudança” vem de dentro e não tem nada que eu ou você possa fazer para que ele “seja outra coisa”.

    Isso é um ponto. Sobre o golpe da notícia e perder a vontade de viver. Se entregar ao alcool, etc. Entendo perfeitamente. Os pais nunca educam seus filhos pensando na possibilidade dos mesmos terem outro tipo de orientação sexual. E quando isso acontece a maioria das vezes não sabem como lidar. Mais ainda por vocêr ser pai, homem, e ter – consciente ou inconscientemente – o machismo ditando regras em suas condutas e no seu estilo de viver. Aquela velha idéia de que “homem não chora”, “homem tem que ser macho e casar com uma mulher” e ai por diante. Você escutou isso durante toda a sua vida e agora vê que seu filho foge de todas estas “regras”. É realmente uma situação dificil.

    Porém, dentro de sua história, vejo uma coisa muito bacana. A abertura que seu filho teve para ir até você e dizer abertamente que é gay/homossexual. Acredite, para fazer o que ele fez (independente da circunstância), ele teve que buscar forças enormes e o maior medo dele neste momento é sofrer a rejeição de vocês. O que ele busca é compreensão e apoio. Nada de castigos, nada de cortar vínculo, fugir do assunto, etc. O jeito é sentar e conversar. Se a situação é dificil para vocês, imagine que para ele é mais ainda. Porque quem vive este drama é ele. E talvez o maior problema nisso nem seja ele ser homossexual, para ele isso pode até ser tranquilo, o maior problema mesmo é a relação dele com vocês. Mais uma vez o medo de ser rejeitado e de ser deixado de lado. O qu ele precisa, lembre-se disso, é de apoio incondicional. E nada de “negar” a homossexualidade dele. Se ele tem certeza disso ou dúvidas, quem irá sanar tudo isso é ele mesmo, com base nos instintos e desejos dele. O que resta de você, de sua esposa e de sua outra filha é mesmo “tentar entender”, “respeitar a orientação sexual dele” e “não abandonar”. O resto, acredite, você aprenderá com o tempo e com o novo estilo de vida dele que, se for analisar, não será diferente de um estilo de vida heterossexual. Apenas os parceiros dele serão diferentes. Ela irá namorar como todos, ou será “galinha” como todos, enfim, ai é outra etapa. Frise na educação sexual sempre. O uso de preservativos. Enfim, ai é educação sexual mesmo. A mesma educação que daria a um filho heterossexual. Alias, como o passar dos anos, escreva isso, você verá que não tem tanta diferença assim (ele irá amar e sofrer como todo ser humano). Mas é claro que existe. Tem preconceito (nosso e social) e uma série de fatores que precisarão ser superados.

    Mas o que precisa ser resolvido mesmo, esta ai, dentro da sua cabeça. A leitura do meu livro poderá ajudar muito (se não fez o pagamento pelo site, corra, pois devo ter somente mais 8 exemplares no estoque – semana que vem a página de vendas deve sair do ar). Na primeira parte dele tem uma autobiografia minha e logo em seguida vem a história da homossexualidade, a história da condenação religiosa e científica, relações familiares e principalmente uma introdução ao machismo. Esta ultima com certeza lhe será de muita utilidade caso consiga compreender plenamente o que diz lá. Vai ser tão importante sacar o funcionamento do “machismo” não só para entender seu filho homossexual mas também para entender um pouco de si mesmo.

    Espero que meu breve e-mail (minha vida é uma correria) possa lhe ajudar. Dificilmente consigo responder e-mails mas o seu, como muitos outros de pais e mães aflitos, sempre me chamam a atenção. O mais interessante é que muda o cenário e os personagens, mas o drama é sempre o mesmo. E, já que é o mesmo, espero que vocês todos possam passar por ele da melhor forma possível. Não é fácil. Mas, novamente, o jeito é aceitar, compreender e “reformular” todo o conceito negativo que temos com relação a homossexualidade. Lembre-se que as dificuldades da vida são as mesmas, apenas o caminho a percorrer será diferente. E ele poderá ser tão grandioso como o que já estava planejado. Vai depender de todos vocês.

    Abraços e boa sorte por ai!

    Fabrício

    Fabrício Viana
    http://fabricioviana.com
    http://twitter.com/fabricioviana


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  • 22mar
    Eventos LGBT, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    prostituicao_masculina_saopaulo

    O Espaço Entre Homens discute, no próximo dia 22/03/2010, o tema: PROGRAMA LEGAL? A PROSTITUIÇÃO MASCULINA EM SAMPA

    > Por que um garoto vira michê?
    > A profissão é de “vida fácil”?
    > O que buscam os clientes
    > Os riscos de se contratar um scort
    > Preconceito, homofobia e violência
    > Histórias curiosas
    > Saúde e sexualidade
    > Locais de trabalho: ruas, cinemas, saunas… e muito mais!

    Tire todas as suas dúvidas e debata, sem medo, sem segredos e sem vergonha!

    QUANDO
    Segunda-feira, 22/03/10, 19h00

    ONDE
    UpGrade Club
    Rua Santa Isabel, 198 – São Paulo, SP, perto do Metrô República.
    Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Marquês de Itu
    Telefone: (11) 3337-2028
    * tocar a campainha para entrar | o bar estará aberto para os presentes

    QUEM
    Gays, bissexuais, travestis, transexuais, HSH, lésbicas, heterossexuais: todos e todas que contratam – ou não – os serviços de garotos de programa.

    Sobre o Entre Homens
    Gerenciado por Murilo Sarno, o Espaço Entre Homens visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino.


    Dê sua opinião!


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  • 02mar

    A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), com intuito de defender e combater a discriminação e os preconceitos enfrentados por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, fechou parceria inédita com o escritório Lessi e Advogados Associados. O acordo visa atender mensalmente de forma gratuita os associados da APOGLBT e demais pessoas que procuram pelos serviços da entidade. A iniciativa partiu do presidente do escritório, Dr. Pedro Lessi, que representa vários casos de discriminação por orientação sexual.

    O Dr. Lessi explica que a “parceria representa para a sociedade que o respeito à orientação sexual é um direito fundamental e uma garantia individual do ser humano”. A partir de agora, desde questões contratuais menores, como desrespeito ao uso da logomarca da APOGLBT, até questões de repercussão nacional, como ofensas públicas à população LGBT, poderão ser objeto de representação jurídica.

    Para o presidente da APOGLBT, Alexandre Santos, o Xande, “esta parceria abre a possibilidade dos LGBT terem acesso à Justiça, pois o escritório vai atender a todas as ações que a Associação precisa a favor dessa comunidade”, e ressalta a importância do público LGBT poder reagir às ofensas diárias de apresentadores de TV, programas humorísticos de mau gosto ou religiosos que abrem campanhas de ataques ou ridicularizam nos meios de comunicação.

    Já o tesoureiro da entidade, Manoel Zanini, reflete que por falta de ação nessa área o movimento LGBT e a Associação perdem oportunidades jurídicas importantes. “Com essa parceria os militantes e parceiros saberão que terão segurança para enfrentar qualquer espécie de discriminação perante a sociedade e os órgãos públicos”, conclui.

    Dr. Lessi avalia ainda que a iniciativa é muito mais que uma parceria é criar jurisprudência (um conjunto das decisões legais) no segmento LGBT. “Hoje a população LGBT tem bastante visibilidade, mas poucas conquistas efetivas de direitos. Essa é uma oportunidade de mudar a história”, conclui o advogado.

    Para mais informações sobre como obter assistência ou orientação jurídica em casos de homofobia ou negligência aos direitos constitucionais e civis, contate a APOGLBT pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br ou pelo telefone (11) 3362-8266.

    Informações para a imprensa:

    Assessoria de Imprensa APOGLBT
    Cezar Xavier: (11) 9963-1528 | assessoria.imprensa@paradasp.org.br
    Leandro Rodrigues: (11) 9790-8538 | leandrorodrigues@paradasp.org.br

    Assessoria de Imprensa Lessi Advogados
    Fones: (11) 3259-5333 / 3129-7254
    Gisele Rosa (11) 8121-5265 | jornalismo.gisele@hotmail.com / gisele.rosa@lessi.adv.br
    Ricardo Cazarino (11) 9350-3333 | ricardo.cazarino@lessi.adv.br
    Débora da Matta (11) 8246-3595 | debora.damata@lessi.adv.br
    Letícia Lessi (11) 9140-7050 | lessi.ledrummond@lessi.adv.br


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  • 11dez
    Artigos & Textos, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Artigo escrito para amigos de gays e lésbicas na tentativa de desmistificar alguns conceitos sobre a amizade com homossexuais. Boa leitura. Texto de Fabrício Viana publicado no Armário X em 2005.

    Amigo Homossexual

    Amigo Homossexual

    Antes de tudo, se você recebeu a indicação de alguém para ler este texto, você é uma pessoa privilegiada. Ter um amigo homossexual, seja no trabalho, na escola, na faculdade ou mesmo na vizinhança, é cada vez mais comum. Para que você não passe por alguns “micos” e nem acabe, sem querer, ofendendo ou discriminando um amigo homossexual, por pura falta de informação, segue algumas dicas bastante úteis.

    Para facilitar a leitura, separei o texto em perguntas, pois acredito que assim seja mais fácil o entendimento.

    1 – homossexualidade é doença?
    Apesar de várias religiões não aceitarem ou discriminarem homossexuais, a ciência já comprovou que a homossexualidade não é uma doença. É apenas uma orientação sexual do indivíduo. Logo, assim como existem heterossexuais “bons” e “ruins”, também existem homossexuais “bons” e “ruins”. Sua personalidade, suas qualidades e defeitos; nada tem a ver com sua orientação sexual. É importante frisar isso pois muitos atribuem defeitos ou imperfeições humanas como sendo derivadas da homossexualidade. Definitivamente, isso nada tem a ver com a orientação sexual.

    2 – Por que orientação e não “opção” ou “condição sexual”?
    Muitos falam, erradamente, sobre “opção sexual”. Não existe opção, fato de quem “opta” por algo. Nem  condição. O que existe em termos de classificação dentro da psicologia atual é a orientação sexual, onde o desejo sexual é ORIENTADO para um objeto externo. Este objeto externo desejado pode ser alguém do mesmo sexo (caso dos homossexuais), alguém do sexo oposto (heterossexuais) ou mesmo de ambos os sexos (bissexuais). Por isso orientação sexual. Lembrando que um homossexual poderá se tornar um bissexual ou heterossexual caso o objeto desejado mude. Assim como ocorre com heterossexuais que, em algum momento de suas vidas, tornam-se homossexuais. Para a sexualidade humana, não existem regras ou as classificações que utilizamos. Elas não são fixas.

    3 – gays são superiores ou inferiores?
    Já ouvi falar que gays são mais produtivos nas empresas, ou, por outro lado, que eles não prestam para nada. Ridículo. orientação sexual não tem relação alguma com aptidões, talentos ou qualquer outra característica da personalidade. Se alguém que você conhece é muito bom no que faz, ou o contrário, isso não está relacionado com sua orientação sexual.

    4 – Piadinhas ofendem?
    Sim, piadas podem ser engraçadas, mas evite na presença de seus amigos gays pois a maioria tem fins discriminatórios; sobretudo, piadas de “bichas”, “viados” ou similares. Além de deturpar/confundir a realidade, passando uma imagem estereotipada, acabam quase sempre em ofensa. Até aquele seu amigo ou amiga que não é assumido, mas que dá risada naquele momento para manter as aparências, pode ficar triste por você ter demonstrando ser uma pessoa preconceituosa ou no mínimo, ignorante. Alguém que ele jamais poderá confiar ou contar sobre seus reais desejos. Se você não consegue ver nenhum problema ou ofensa nas piadas de homossexuais, sabia que é a mesma coisa com relação as piadas com referência a “heterossexualidade”. O quê? Não existem piadas sobre heterossexuais, focando em sua sexualidade? Por que será? Pense nisso.

    5 – Quando me falarem sobre casos, relacionamentos, etc, o que eu faço?
    Quando seu amigo ou amiga contar sobre sua vida pessoal, sobre casos ou namoros, imagine que sejam casos ou namoros de heterossexuais. Imaginou? Pois é, é a mesma coisa. Tanto que, em ambos os casos, você encontrará pessoas que se relacionam de forma promíscua ou aqueles que nasceram para o “casamento”, no fiel sentido da palavra. Sim, existe toda uma diversidade de “intenções”. Mas os relacionamentos, em si, são iguais. gays namoram, separam-se, têm brigas de casais, alguns almoçam juntos com a família no final de semana, com o namorado ao lado, e assim caminha a humanidade.

    6 – gays só freqüentam lugares específicos para gays?
    Mundo gay, submundo ou “gueto” são coisas do passado. gays estão e sempre estiveram em toda parte, por isso não se espante em vê-los por aí. Cada vez mais eles estão aparecendo (no sentido de não esconder sua orientação sexual) em shoppings, baladas, supermercados, festas de família, local de trabalho ou em qualquer outro lugar. Você precisa saber apenas que eles existem e que deve respeitá-los, assim como se pressupõe que o respeito é para todos, independente de religião, orientação ou qualquer outro fator. E que, felizmente ou infelizmente, todos nós vivemos em sociedade e procuramos ser felizes sem interferir um na vida do outro.

    7 – Como eu identifico um gay? Ou uma lésbica?
    Se você acha que gay é um cara afeminado ou que lésbica é uma mulher masculinizada, cuidado. gays e lésbicas são tão singulares quanto o próprio ser humano. Para se ter uma idéia, existem gays que são pedreiros, executivos, aeromoças, jovens, adultos, senhores, senhoras, mendigos, diretores de empresas, analfabetos, operários, religiosos (inclusive alguns têm altos cargos dentro de sua doutrina), professores, alunos, enfim, uma infinidade que torna impossível a qualquer cientista ou grande estudioso dizer com precisão quais as características que definem alguém para que, em um simples olhar ou convivência, nós saibamos se ele é heterossexual, homossexual ou bissexual. Tem gente que parece gay, mas não é. Tem gente que não parece que é gay, e é. Outro dia no ônibus vieram me falar mal de um cara que era bem afeminado. Eu soltei o verbo. E essa infeliz criatura que pensou que eu iria ajudar na discriminação ficou sem saber o que fazer, pois ela jamais pensou que eu também seria gay. Resumindo, ela pensará mais de 10 vezes na próxima vez que for falar com alguém desconhecido sobre isso. Então, é bom tomar cuidado para não passar vergonha.

    8 – Uso de palavrões, existe algum problema?
    Com certeza. Palavrões são recheados de simbologia ofensiva. Nunca se refira ao seu amigo ou amiga por meio de palavrões construídos pela sociedade. Todos eles são difamatórios e, geralmente, carregados de preconceito. Ao invés de dizer que tem um amigo “viado”, “bicha” ou “sapatão”, prefira sempre os termos “gay” ou “lésbica”. O primeiro, geralmente, para tratar tanto o homem quanto à mulher homossexual. São politicamente corretos e bem mais aceitos.

    9 – Não me conformo, eu vivo falando pra ele ou ela deixar esta vida de lado. Estou certo?
    Totalmente errado. Imagine ele falando para você gostar de alguém do mesmo sexo, resolveria? Se ele insistisse muito você começaria a gostar? Acredito que não, logo, não insista para que seu amigo goste do sexo oposto, além de ser inconveniente, você não obterá resultado algum. Caso ele ou ela decida sair com alguém do sexo oposto, isso partirá de seu íntimo (sim, homossexuais podem tornar-se heterossexuais e heterossexuais podem se tornar homossexuais, ou ainda, bissexuais). Portanto, se a idéia e o desejo não partir dele, seu comentário pode ofendê-lo e ainda transmitir a ele a idéia de que você não o aceita; não que você deva aceitar. A homossexualidade, em si, pode ir contra os seus conceitos, mas se você está lendo este texto é porque quer aprender como tratá-lo de forma coerente. Pense nisso. Mesmo porque o que é bom para ele, não necessariamente é para você, e vice-versa. Respeito acima de tudo.

    10 – Se pedir para eu guardar segredo, o que faço?
    Saber que alguém é gay pode gerar algumas complicações para a pessoa que não assumiu sua orientação publicamente. Logo, se lhe foi pedido segredo, por mais difícil que seja guardá-los (guardar segredo, de verdade, é coisa que poucos conseguem), faça um esforço. Afinal, infelizmente, nem toda a sociedade tem uma cabeça moderna e condizente com o século 21.

    11 – Como posso ter atitudes antidiscriminatórias?
    É simples. Independente do amigo ou da amiga apresentar algum tipo de “trejeito”, aliás, independente de qualquer coisa; se estiver você num bate-papo e surgir alguma brincadeira de mau gosto a qual seja discriminatória, não participe. Ao mesmo tempo, mostre que não gostou e que não compactua com aquela brincadeira grosseira ou piada fora da realidade. Participar de tal gozação, mesmo não sendo quem começou, só torna você mais um dos que assinam em baixo a “carta da ignorância”. E, “ignorante” você não é, tanto que se demonstra interessado(a) nesse assunto e está aqui, lendo este texto.

    12 – Na faculdade ou no trabalho, meu amigo gay começou a se vestir de mulher, e agora?
    Alguns homossexuais podem ter inclinação para o que chamamos de transgêneros. Transgêneros são transexuais, travestis ou similares que fazem uma mudança de gênero. E muitas vezes, nada tem a ver com a homossexualidade. Por exemplo, eu sou homem, gay, e gosto de me relacionar com outro homem. Não me sinto mulher e nem gostaria de ser mulher. Mas existem algumas pessoas que, neste exemplo, nasceram homens porém se “sentem” mulheres. E ai, a luta interna deles é tornar seu corpo igual a sua mente. Isto é, se vestindo como se sentem, neste caso, como MULHERES. Então, eles passam a ser TRANSEXUAIS. Não são homossexuais que se vestem de mulheres. São realmente mulheres tentando adequar seu corpo masculino para o corpo feminino. A meta de alguns, neste caso, é fazer aquela cirurgia de adequação sexual (transformar o pênis em vagina, definitivamente). O caso das travestis é parecido, porém, elas não se sentem totalmente mulheres (inclusive, usam o pênis na relação sexual, já as transexuais, usam mas não gostam). Se você tem um amigo assim, que “inverteu” visualmente o sexo, trate-a como ela aparentemente se mostra. Como uma mulher. Na dúvida, já que você é amigo ou amiga, chame-a próximo e pergunte como gostaria de ser chamada, com nome masculino ou feminino. Muitas, dirão que preferem o nome feminino, e como elas se sentem mulheres, utilizam banheiro feminino e tudo o que se relacione a este universo. Para compreendê-las melhor, imagine que ela tenha nascido mulher, porém, no corpo de um homem. E a grande luta dela é para que esse corpo “errado” que tenha nascido, seja refeito e adequado a sua mente.

    13 – Gostei destas explicações, porém gostaria de aprender mais sobre este universo. Por curiosidade!
    Existem muitos portais na Internet com artigos e informações sobre a homossexualidade, transexualidade e todas as vertentes da sexualidade humana. Evite, sempre, sites religiosos e prefira os científicos. Como disse acima, a religião condena com base em suas doutrinas. A ciência entende que é apenas uma forma de comportamento e, de forma séria, explica detalhadamente o que ocorre com as sexualidades apresentando diversos estudos científicos com bases na psicologia, história, antropologia e diversos outros estudos. Caso queira se aventurar em livros, para estudos mais sérios, recomendo o livro “Devassos no Paraíso” que fala sobre a história da homossexualidade no Brasil e também o livro “Seis Balas num Buraco Só”, que vai a fundo na origem do preconceito e da sociedade machista. Ambos do escritor João Silvério Trevisan. Se você não tem muito tempo mas gostaria de ler um livro que resumisse muito bem alguns temas e assuntos, sugiro a leitura do meu livro, bastante didático e simples chamado O ARMÁRIO (www.oarmario.com) . O importante é que você busque informações e tente aprender de tudo um pouco. Afinal, conhecimento nunca é demais. E o maior problema da homossexualidade é, sem sombra de dúvidas, informações corretas sobre o assunto. Tudo o que vemos na TV ou na sociedade é, ainda, visto de forma errado e negativo. Com informação correta, podemos resolver este caso.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  ”O Armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido” – Site do livro: www.oarmario.com


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  • 24out

    Sofrimento, esta é a palavra que define quem tenta deixar o homossexualismo e não consegue. Mas, deixar de ser homossexual é possível? Estas perguntas são frequentemente feitas por aqueles que tem tais desejos homossexuais e, por terem raiva e desprezo pelo que sentem, tentam a todo custo eliminá-los de suas vidas.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana

    O problema é que um desejo não é eliminado. Ele pode ser reprimido ou negado. Mas não eliminado. E pior, um desejo reprimido ou negado, com o tempo, ganha força e fica mais forte. Para ajudar aqueles que tentam deixar de ser homossexuais, eu costumo dar um exemplo claro voltado aos heterossexuais:

    Um homem que sente uma absurda atração por mulheres conseguirá deixar de ser heterossexual? Isto é, o que ele pode fazer quando sentir um tesão absurdo por elas? A resposta é simples: ele não pode fazer nada. Apenas negar este tesão. Dizer a si mesmo, não, eu não posso fazer sexo com uma mulher. E ai, ele pode tomar um banho gelado, tentar fazer outras coisas para esquecer aquilo mas, uma hora ou outra, aquele desejo voltará (mais forte) e ele terá o mesmo problema.

    Com a homossexualidade é a mesma coisa. Não adianta ir para a Igreja, orar, pedir o perdão de Deus, se casar com uma mulher, ter filhos, se converter, fugir, se drogar ou combater a homossexualidade (dos outros e de si mesmo). O jeito mais saudável é enfrentar o preconceito, entender a origem da homossexualidade, o que leva as pessaos a condená-la tanto e, finalmente, aceitar os seus desejos e ser feliz com eles. Sem negá-los ou reprimí-los. Este, alias, é o tema principal do meu livro O Armário ( www.oarmario.com ), vendido apenas pela Internet. Escrevi ele justamente para ajudar estas pessoas que querem deixar a homossexualidade ou a vida homossexual a entenderem estes sentimentos e o quanto de sofrimento existe quando os mesmos são negados.

    A pessoas precisam entender que a homossexualidade não é doença, não é pecado e que, doente, hoje, considerado pela ciência, é justamente aquela pessoa que não aceita seus desejos sexuais, sejam eles heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Uma pessoa que sofre, que reprime, que não se aceita, é sim, considerado uma pessoa com uma disfunção de personalidade e que, segundo o CID 10, precisa de ajuda. Mais uma vez, recomendo meu livro para estas pessoas se aceitarem e “sairem do armário”.

    F66.1 Orientação sexual egodistônica: Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la.

    Portanto, se você procura ajuda ou tenta deixar de ter os desejos homossexuais, esqueça. Você pode até tentar, reprimir ou negar, mas, é muito provavel que passará a sua vinda inteira, casado com alguém do sexo oposto, representando um papel social que irá agradar a tudo e a todos. Mas não a você. E a escolha, com certeza, em sofrer ou não, é sua. Inteiramente sua.


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  • 20out

    Este artigo foi escrito para aqueles que, confusos, sofrem com o homossexualismo e buscam um conforto sobre como lidar com seus desejos homossexuais. Todos, sem exceção, precisam entender que a sexualidade humana é uma só e os desejos homossexuais são apenas uma vertente sadia da sexualidade humana. Leia, agora, este polêmico, mas educativo, artigo:

    ———————————

    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    Respeito religiões e religiosos, desde que estes não interfiram na vida alheia, impondo seus costumes e crenças de forma errada, com profundo fanatismo e violência contra o próximo.

    E isso frequentemente acontece quando o assunto é “Religião e homossexualidade“. Sempre tem alguém que ergue uma Bíblia e cita passagens que condenam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, como se aquele livro, escrito por homens e modificado por vários povos através dos séculos, fosse o livro mais importante do universo.

    Este artigo pretende ensinar as pessoas como se defender das acusações deste “livro sagrado”, pois, se tudo na Bíblia é o correto, nós devemos dizer a estes fanáticos que eles devem apedrejar os adúlteros, escravizar suas filhas, defender a escravidão humana, matar todos que trabalham de sábado e ainda expulsar de suas igrejas os deficientes físicos. Sim, tudo isso “está escrito” no livro sagrado.

    Uma das passagens mais enfatizadas por eles sobre a homossexualidade está em Levítico 18:22: “Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é uma abominação” e em Genêsis 19:1-25, onde se narra a destruição de Sodoma e Gomorra por Deus devido a prática do sexo entre os homens.

    Já que estas “Leis de Deus” estão corretas e a homossexualidade é injustamente condenada, devemos então enfatizar também outras leis que existem neste “livro sagrado” e que deveriam vigorar em nosso dia-dia.

    Em Êxodo 21,7-8 por exemplo, são dadas orientações sobre a maneira de vender a própria filha como escravo. Em Levítico 25,44, explica-se que os escravos devem ser comprados nas nações vizinhas. No mesmo Levítico 15,19-24, diz-se que a menstruação feminina é uma imundice e tudo o que a mulher tocar neste período fica imundo, inclusive seu marido. No Êxodo 15,2, diz-se que o sábado é para descansar e quem trabalhar neste dia DEVE SER MORTO – imaginem a quantidade de gente, inclusive amigos do dia-dia, que trabalham de sábado e que segundo a bíblia deveriam morrer por isso.

    E ainda tem mais. Em Levítico 21,20, ninguém pode se aproximar do altar de Deus se tiver alguma doença ou defeito, se for cego, coxo, corcunda ou anão. A lista de atrocidades e leis ultrapassadas não é pequena. A Bíblia e a Igreja em si, graças a democracia da informação, está perdendo sua força com assuntos ultrapassados como este.

    Recentemente, a condenação do Papa aos países com tolerância a homossexualidade, é só uma das ações “apelativas” da Igreja que está caindo em ruínas e muitas vezes indo contra a sua própria homossexualidade (é fato comum a existência, cada vez maior, de praticas homossexuais entre seus fiéis servidores).

    Então, quando alguém impor a Bíblia contra a homossexualidade, enfatize também estas outras leis. Diga que devem matar todos que trabalham de sábado, expulsar da igreja qualquer deficiente físico, ter sua esposa como um lixo no período fértil e também que devem escravizar e vender suas filhas. Nada mais justo. Para aqueles que se acham justos.

    Como disse acima, respeito tudo e todos. Cada um pode ter e seguir sua religião – seja qual for – sem problema algum. Desde que respeite o próximo. Ainda mais homossexuais. Só na parada de SP foram mais de 2 milhões na avenida paulista em 2006. Nós existimos, não somos doentes, nem aberrações e muito menos condenados por Deus. Apenas temos uma orientação sexual diferente dos demais. Nós amamos, criamos família e contribuímos para uma sociedade melhor. Ignorância e hipocrisia religiosa têm limite.

    Vamos ficar atentos e se defender de tais atrocidades.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  ”O Armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido” – Site do livro: www.oarmario.com


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 13out
    Diversidade GLS, Mitos da Homossexualidade, Pensamentos, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Que absurdo! Toda a imprensa esta de olho na vida pessoal de Gilberto Kassab! Ele é gay? Homossexual? Prepare-se para uma grande e aterrorizante resposta: sim, ele é um SER HUMANO!!

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana

    Achou a resposta um pouco desapropriada? Então entenda uma coisa que eu vivo falando em sites, jornais, revistas e programas de TV que participo: Existe uma busca absurda (e até neurótica) pela homossexualidade do outro (ou a homossexualidade oculta de si mesmo projetadas no outro!!).

    Sim, duvidar da sexualidade de alguém, principalmente de homens, saber que ele não desempenha mais suas qualidades masculinas e esta mais próximo das femininas (dinâmica machista citada no meu livro O Armário – www.oarmario.com), principalmente em época de eleições (lembre-se que política é um jogo de poder) é algo deprimente! E isso não acontece apenas com nosso Gilberto Kassab. Isso acontece com todos e a todo o momento, seja na escola, trabalho, faculdade, vizinhança, etc. As pessoas estão constantemente preocupadas mais com a sexualidade alheia do que com a própria.

    Navegando em alguns sites li que “Se Gilberto Kassab for gay, ótimo, ele será um excelente prefeito!“. Embora a visão positiva da homossexualidade me conforte nesta frase, não é sendo gay ou não sendo gay que ele foi ou será um bom prefeito. Gays e heterossexuais existem de tudo quanto é tipo e gosto. Bons e ruins. Calmos e agressivos. Não é a orientação sexual que irá definir isso. Nem dele e nem de ninguém.

    Pior é que tudo isso começou depois que Gilberto Kassab recusou assinar um abaixo assinado contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia em um encontro religioso. Com a força de alguns religiosos ignorantes (não devemos condenar todos os religiosos, claro!) mais a propaganda política de Marta questionando a vida pessoal do prefeito, tudo leva a busca de sua suposta homossexualidade.

    E quem paga o pato, novamente, somos nós, homossexuais que mais uma vez somos sinônimos de algo ruim, negativo, segundo plano, lixo. Se Gilberto Kassab é gay, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é hetero, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é bissexual, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab não gosta de sexo, isso só diz respeito a ele.

    Vamos parar com essa conversa fiada. Vamos parar de cuidar da vida (e da sexualidade) dos outros. Vamos cuidar mais da nossa própria sexualidade. Vamos olhar para nós mesmos e pensar: eu transei bem gostoso com o meu amor nesta semana? Consegui um orgasmo ótimo que relaxou todo o meu corpo? Dando um curto circuito energético que me fez aliviar de todas as tensões e stress do dia-dia? Como Eu ando na cama? Ando realizando todas as minhas fantasias? Tenho desejos reprimidos? Até mesmo homossexuais?

    Galera, vamos acordar e especular menos da vida alheia. E mais, tanto Marta quanto Kassab fizeram reuniões com o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e deram seu apoio as causas homossexuais. Fora isso, não tem mais nada a sondar, pesquisar ou deturpar. O que a sociedade precisa é de menos polêmica e mais informação (principalmente sobre a homossexualidade!!!)


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  • 07out
    Livros GLS, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O autor cita trechos de livros, reportagens, estudos e discursos de pessoas conhecidas como a sexóloga Marta Suplicy e o psicólogo/militante Fabrício Viana (O Armário) para endossar sua teoria que é possível o homossexual deixar de sentir desejo por outros homens. Por Pedro Marra (em recente matéria do ParouTudo)

    Nunca falei, em lugar algum, que um homossexual pode deixar de ter desejos homossexuais. Muito pelo contrário, ele pode e deve ser feliz do jeito que ele é. Todo meu trabalho, site, artigos, livros, falas, palestras, tudo gira em cima disso. Não sei qual a deturpação que o autor faz em meu nome. Autor de um livro que eu me recuso a comentar aqui (e dar publicidade a ele). Hoje me mandaram email, perguntando se eu realmente acredito na mudança a orientação sexual. A mudança da orientação sexual existe sim, mas se partir da própria pessoa, vim de dentro e não sendo influenciada por terceiros, doutrinas, religiões, psicanálise, etc. Se eu tenho desejos homossexuais, não conseguirei deixá-los de lado (um desejo reprimido fica mais forte ainda!!). Assim como um heterossexual não consegue deixar seu desejo heterossexual de lado.

    Para ajudar, segue trechos da página 124-125 do meu livro O Armário 

    Bagunça de informações

    E muitos querem, graças a preocupação quase obsessiva que possuem em saber qual é a origem da (sua?) homossexualidade. Pois até hoje ninguém conseguiu dar uma palavra final sobre o assunto. Existem especulações e muitas teorias biológicas e psicológicas. Cromossomos, identificação com a mãe, complexo de Édipo ou Electra e assim por diante. Mas nada concreto. Porque simplesmente não existe. O que existe é uma série de fatores que faz com que os desejos sejam orientados (por isso se diz “orientação sexual” e não “opção sexual) a um objeto externo. 

    Quem perde com o desencontro de informações corretas e fidedignas é a sociedade e, principalmente, nós homossexuais. É notório que muitos não sabem a diferença – e que são gritantes – de uma travesti, uma transexual ou um homossexual. É “tudo a mesma coisa”. E não é! 

    Outro dia, para termos idéia da gravidade de tudo isso, eu estava lendo um texto em um website religioso que dizia que a origem da homossexualidade se dava por meio de abuso sexual do homossexual quando mais novo. E que, graças a isso, ele cresceria homossexual, se relacionaria apenas com crianças e sentiria uma necessidade compulsiva de ter relacionamentos com animais.

    Quando eu leio artigos desse tipo (e existem muitos), a primeira coisa que imagino é na quantidade de pessoas que terão contato com ele e que tomarão aquilo como verdade absoluta. E isso não só está errado como é uma afronta à minha própria identidade, enquanto homossexual. Eu nunca fui abusado sexualmente, não tenho desejos por crianças e muito menos por animais. Como alguém pode escrever aquilo? Com base em quê? Quais os estudos que dizem ou provam o que ele diz? Nenhum. Mas esta lá, publicado para quem quiser ter acesso.

    Resumidamente, as possibilidades que movem esta orientação são tão grandes que se eu quisesse poderia pegar um heterossexual, analisar sua infância, seus complexos, desejos e fixações e detalhar, com base em algumas observações, como ele se tornou heterossexual. Mas o que irei encontrar são fragmentos de algo muito mais complexo do que aqueles que estarei narrando. Afinal, é assim que um desejo sexual é criado. E por isso ele também é maleável. Podendo ter meu desejo sexual orientado hoje por alguém do mesmo sexo e futuramente pelo sexo oposto. Ou o contrário, hoje ser heterossexual e amanhã homossexual. Ou ainda os dois, pois na sexualidade humana tudo é possível. Nela estas classificações e “regras” – criadas por nós – não existem.

    Alias, esse é um dos problemas da homossexualidade, nossa busca constante por uma classificação, origem ou outras especulações. Coisa que não existe na heterossexualidade. Alguém já viu uma monografia científica ou uma teoria de como alguém torna-se heterossexual? Não existe. E a sexualidade não é fechada em si mesmo.

    Além do mais, o autor cita em seu blog que quem quiser deixar de ser homossexual deve procurar o grupo Exodus Brasil e outro grupo religioso que prega a “cura da homossexualidade”. Concordo que cada um é cada um e tem a liberdade de acreditar e tentar mudar o que quiser em si mesmo, mas, definitivamente, em anos de estudos e militância posso dizer que tudo isso é uma grande furada. Um desejo homossexual não pode ser elimidado, pode ser reprimido e esquecido (geralmente por pouco tempo), mas não eliminado! Então, o jeito mesmo é cada um ser feliz do jeito que é. Assumir (para si e depois para os outros) seus desejos homossexuais. Sair do Armário. Quem me conhece sabe, mais do que nunca, que este sempre foi e será meu discurso. Até em videos e entrevistas que já dei na TV.


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  • 27set
    Mitos da Homossexualidade - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Se você está confuso quanto aos seus desejos homossexuais, esta deprimido, se sente sozinho, sem rumo, não sabe o que fazer ou a quem procurar, minha sugestão: leia sobre o tema, procure entender os mecanismos psíquicos de quem já “saiu do armário” e evite grupos, livros ou profissionais que promovam a “cura da homossexualidade“, seja por terapia de vidas passadas ou qualquer outro tipo.

    A cura da homossexualidade

    A cura da homossexualidade

    A verdade é que, só se pode “curar” doenças e a homossexualidade não é uma doença. Já foi, sim, no passado, quando a ciência e a religião andavam praticamente juntas e assim, ela foi taxada como uma perversão sexual.

    Hoje em dia ela não é e, embora exista um caminho difícil para sua plena aceitação e liberdade de viver os desejos homossexuais, é o caminho mais digno que um ser humano pode escolher e ter em sua vida.

    Claro que as decisões são de cada um. Mesmo porque a orientação sexual é mutável. Hoje posso ter atração por pessoas do mesmo sexo e amanha não. Ou posso no início da minha vida ter pelo sexo oposto e já adulto pelo mesmo sexo. Ou ainda passar a vida inteira apenas com uma orientação sexual (pelo mesmo sexo, sexo oposto ou pelos dois sexos). Enfim, não existem regras para o desejo sexual e é isso que precisa ser respeitado. Não se engane lendo livros ou participando de grupos que tentem te tornar “heterossexual” ou mesmo “homossexual”. Comportamentos podem sim ser aprendidos, desejos sexuais não!!! Não passe sua vida inteira se enganando. Procure conhecer a si mesmo e a homossexualidade, além do machismo, religião e tudo o que a assombra injustamente.

    Em outras palavras, dá para ser gay, assumido e feliz. Dá para ser lésbica, assumida e feliz. Você só precisa de orientação certa. Literatura correta (como por exemplo Devassos no Paraíso, Seis Balas Num Buraco Só, O Armário – meu livro, e tantos outros).

    Boa sorte. A caminhada é longa mas vale a persistência. No final, lembre-se, quem decide é você.


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