Homossexualidade

  • 05ago

    Agora sim, segue release oficial enviado para a imprensa! O restante é comigo… estou ansioso… vejo todos vocês lá… levem amigos, conhecidos, parentes… enfim, compareça… será neste sábado, 07/08… :-) Abs, Fabrício Viana
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    NOITE DE AUTÓGRAFOS COM O ESCRITOR FABRÍCIO VIANA NO CASARÃO BRASIL

    Com o objetivo de ajudar as pessoas a entenderem mais as questões sobre a “saída do armário”, Fabrício Viana, bacharel em psicologia e idealizador de vários projetos como o portal Armário X, comemora com amigos e leitores o lançamento da 3ª edição de seu livro O Armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido no Casarão Brasil às 19hs neste sábado, 07 de Agosto de 2010.

    Lançando em 2006 de forma independente, o livro O Armário já foi vendido para mais de 1.000 pessoas em todo o Brasil pelo site www.oarmario.com. Como é uma produção independente, Viana comemora o sucesso: “Poucos escritores independentes conseguem vender toda a primeira edição e nós já estamos na terceira! Temos que comemorar!”

    Jornalistas, advogados, psicólogos, drag queens, amigos, blogueiros, twitteiros, portais e leitores já confirmaram presença com o autor. “No lançamento em 2006 as pessoas fizeram fila para comprar e receber um autógrafo, na época eu nem era tão conhecido assim, hoje em dia, depois de ter participações no Fantástico, Ana Maria Braga, Manhã Gazeta, entre outros, a quantidade de pessoas que conhecem o meu trabalho é bem maior, logo, tudo indica que muita gente deve comparecer nesta noite de autógrafos! O frio na barriga é inevitável!”, conta Viana.

    Para prestigiar o autor e adquirir seu exemplar, que será vendido no local por R$ 34,00 (apenas dinheiro ou cheque), procure chegar cedo ao Casarão Brasil localizado na Rua Frei Caneca, 1057 em São Paulo.

    Mais informações para a imprensa com o próprio autor em seu site pessoal www.fabricioviana.com ou em seu Twitter www.twitter.com/fabricioviana

    Serviço:

    Dia: 07/08/10 (sábado) às 19h.
    O Armário – De Fabrício Viana
    Lançamento da 3ª edição no Casarão Brasil
    Valor R$ 34,00 (dinheiro ou cheque)

    Local:
    Casarão Brasil
    Rua Frei Caneca, 1057 – São Paulo
    11 3171.3739 – (próximo do metrô Consolação)
    www.casaraobrasil.org.br

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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 24mar

    meufilhoegay_eagora_oquefazer_fabricioviana

    Com certa frequencia sou procurado por mães e pais que acabam de descobrir que seu filho é homossexual. Muitos me escrevem de forma tranquila, querendo saber mais informações a respeito da homossexualidade e acabam comprando meu livro para ajudar nesta compreensão. Outros, mais desesperados (e não são poucos), contam histórias de causar arrepios. E, na maioria delas, o problema é mesmo a falta de informações sérias a respeito da homossexualidade.

    Hoje resolvi compartilhar com vocês a carta de um pai desesperado que recebi nesta semana. Nome será mantido no anonimato. Vou colocar tanto o conteúdo do email dele quanto a minha resposta.

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    E-mail do pai procurando ajuda.
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    Enviada em: sexta-feira, 19 de março de 2010 23:10
    Assunto: ajuda!

    Fabrício, após inúmeras pesquisas na internet sobre a homossexualidade, encontrei sua obra: “O Armário”.

    Recentemente ( há apenas 6 dias ), nosso filho nos contou sobre sua opção sexual, afirmando ser gay. Foi um golpe muito grande para nós. Estamos sofrendo muito. Desde então, minha vida tem se resumido em pesquisas sobre o tema. Não consigo aceitar essa situação e penso sempre, todos os dias, que tudo isso vai passar e ele vai dizer que estava enganado sobre isso.

    Eu disse a ele que o amo e que meu amor por ele é verdadeiro e que nunca acabará. Tentei buscar forças. Mas estou sofrendo muito. Perdi a vontade e o prazer da vida. Meus projetos, meu trabalho, tudo para mim perdeu importância. É um momento de transtorno, de dúvidas, de desespero.

    Precisamos de ajuda. Peço sua ajuda, por favor. Não consigo conter as lágrimas… minha mente vaga e dá lugar a pensamentos cruéis, como, por exemplo, renunciar à vida. Desde o dia que soube, me entreguei ao álcool. Somos uma família com um casal de filhos e essa notícia, por enquanto, está somente no seio familiar (eu, minha esposa e filhos).

    Li sobre seu livro “O Armário” do Fabrício Viana, preenchi os dados para compra. Só falta efetuar a transferência.

    Ficarei eternamente grato pela ajuda.

    Um abraço.

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    Minha resposta
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    *******,

    Que bom que chegou até aqui. Fico triste quando “a busca” de informações sobre a homossexualidade acaba caindo em sites de pessoas e profissionais que promovem, erroneamente, a “cura da homossexualidade”. É um atentado contra a vida humana tentar curar algo que não tem cura. É a mesma coisa do que tentar ou fazer de tudo para que você ******, deixe a heterossexualidade e passe a ser um homossexual. Se você pode ser convertido, imagine que seu filho também possa. Se você não pode ser convertido, seu filho também não. Porque a “mudança” vem de dentro e não tem nada que eu ou você possa fazer para que ele “seja outra coisa”.

    Isso é um ponto. Sobre o golpe da notícia e perder a vontade de viver. Se entregar ao alcool, etc. Entendo perfeitamente. Os pais nunca educam seus filhos pensando na possibilidade dos mesmos terem outro tipo de orientação sexual. E quando isso acontece a maioria das vezes não sabem como lidar. Mais ainda por vocêr ser pai, homem, e ter – consciente ou inconscientemente – o machismo ditando regras em suas condutas e no seu estilo de viver. Aquela velha idéia de que “homem não chora”, “homem tem que ser macho e casar com uma mulher” e ai por diante. Você escutou isso durante toda a sua vida e agora vê que seu filho foge de todas estas “regras”. É realmente uma situação dificil.

    Porém, dentro de sua história, vejo uma coisa muito bacana. A abertura que seu filho teve para ir até você e dizer abertamente que é gay/homossexual. Acredite, para fazer o que ele fez (independente da circunstância), ele teve que buscar forças enormes e o maior medo dele neste momento é sofrer a rejeição de vocês. O que ele busca é compreensão e apoio. Nada de castigos, nada de cortar vínculo, fugir do assunto, etc. O jeito é sentar e conversar. Se a situação é dificil para vocês, imagine que para ele é mais ainda. Porque quem vive este drama é ele. E talvez o maior problema nisso nem seja ele ser homossexual, para ele isso pode até ser tranquilo, o maior problema mesmo é a relação dele com vocês. Mais uma vez o medo de ser rejeitado e de ser deixado de lado. O qu ele precisa, lembre-se disso, é de apoio incondicional. E nada de “negar” a homossexualidade dele. Se ele tem certeza disso ou dúvidas, quem irá sanar tudo isso é ele mesmo, com base nos instintos e desejos dele. O que resta de você, de sua esposa e de sua outra filha é mesmo “tentar entender”, “respeitar a orientação sexual dele” e “não abandonar”. O resto, acredite, você aprenderá com o tempo e com o novo estilo de vida dele que, se for analisar, não será diferente de um estilo de vida heterossexual. Apenas os parceiros dele serão diferentes. Ela irá namorar como todos, ou será “galinha” como todos, enfim, ai é outra etapa. Frise na educação sexual sempre. O uso de preservativos. Enfim, ai é educação sexual mesmo. A mesma educação que daria a um filho heterossexual. Alias, como o passar dos anos, escreva isso, você verá que não tem tanta diferença assim (ele irá amar e sofrer como todo ser humano). Mas é claro que existe. Tem preconceito (nosso e social) e uma série de fatores que precisarão ser superados.

    Mas o que precisa ser resolvido mesmo, esta ai, dentro da sua cabeça. A leitura do meu livro poderá ajudar muito (se não fez o pagamento pelo site, corra, pois devo ter somente mais 8 exemplares no estoque – semana que vem a página de vendas deve sair do ar). Na primeira parte dele tem uma autobiografia minha e logo em seguida vem a história da homossexualidade, a história da condenação religiosa e científica, relações familiares e principalmente uma introdução ao machismo. Esta ultima com certeza lhe será de muita utilidade caso consiga compreender plenamente o que diz lá. Vai ser tão importante sacar o funcionamento do “machismo” não só para entender seu filho homossexual mas também para entender um pouco de si mesmo.

    Espero que meu breve e-mail (minha vida é uma correria) possa lhe ajudar. Dificilmente consigo responder e-mails mas o seu, como muitos outros de pais e mães aflitos, sempre me chamam a atenção. O mais interessante é que muda o cenário e os personagens, mas o drama é sempre o mesmo. E, já que é o mesmo, espero que vocês todos possam passar por ele da melhor forma possível. Não é fácil. Mas, novamente, o jeito é aceitar, compreender e “reformular” todo o conceito negativo que temos com relação a homossexualidade. Lembre-se que as dificuldades da vida são as mesmas, apenas o caminho a percorrer será diferente. E ele poderá ser tão grandioso como o que já estava planejado. Vai depender de todos vocês.

    Abraços e boa sorte por ai!

    Fabrício

    Fabrício Viana
    http://fabricioviana.com
    http://twitter.com/fabricioviana


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 24jun
    Gay - Homossexualidade Masculina, Pensamentos - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    1.Não leve amantes para sua residencia.
    2.Não mantenha relação afetivo-sexual com menores de 18 anos.

    3.Procure frequentar Saunas, Cinemas, Boates que oferecem cabines e dark rooms para relacionamento sexual.
    veado4.Não beba nada oferecido por amantes e estranhos. Não desgrude do seu copo ou lata de bebida.
    5.Prefira morar em apartamentos e fazer amizades com os porteiros e vizinhos de andar.
    6.Se você mora sozinho, declare sua orientação sexual para amigos, vizinhos e seguranças do prédio
    7.Em caso de solidão saia de casa.Não dê carona para estranhos.Vá a uma boate, cine, bar, divirta-se.
    8.Homossexualidade não é doença. Mas o medo de se relacionar com outros Gays é um problema que pode ser resolvido com psicológos.
    9.Se sair com um Trabalhador do sexo, não esconda que é gay, isso evita chantagem, e nem fale de sua vida profissional e economica. Guarde os objetos de maior valor em local seguro ( celulares, relogio, som automotivo, colares, pulseiras, roupas, tenis e oculus de grife). Não saia com cartões de crédito ou cheques , leve o dinheiro contado e trocado.Cuidado com a chave de casa e do carro.Ande sempre com o tanque de combustível perto da reserva.
    10.Qualquer violencia procure a delegacia de polícia. Caso não se sinta satisfeito com o andamento do inquérito denuncie no Ministério Público.


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  • 22mar
    Artigos & Textos, Movimento Homossexual, Pensamentos, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Estamos sempre preocupados com o outro olhar e com o olhar do outro em nossas vidas. Desde que nascemos. Isso ocorre com todo o mundo, mas, por razões óbvias, bem mais em cima das minorias discriminadas e excluídas socialmente. Dois pontos estão sempre recebendo uma maior agudez, ainda, na visão dos habitantes desta sociedade imagética: O prazer e a aparência.

    Falemos do primeiro agora: O Prazer. Depois explico como os dois andam juntinhos, que nem unha e carne, um “apoiando” o outro e completando o caminho da infelicidade e da não realização do ser humano.

    Prazer nunca foi algo bem visto dentro de uma sociedade que já nasce culpada, que se estabeleceu em cima da culpa e onde todos são pecadores. Culpado. Mas, nesse mundo, teria que ser criadas válvulas de escape para tanta dor, sofrimento e miséria, que “permitem” algumas coisinhas prazerosas, desde que dentro do padrão aceitável pelo… olhar do outro. Essa expressão pode ser ampliada pelo olhar de um grupo, tribo, povo, região, religião e etc. onde ocorre uma padronização à procura de possíveis identidades em comum. Que, se não existirem tanto assim, podem muito bem serem fingidas (ou forjadas, ou imitadas ou representadas ou ainda impostas pela educação ou por regras verbais ou não verbais). Então, permitem (Eles permitem, os outros) que você frequente a balada da moda, desde que – é claro – você use uma roupa da moda, igual a que usa a sua turma e também consuma o que eles consomem, de música à comida, incluindo aí até gostos estéticos e Desejo. Você não pode se sentir atraído por um gordo ou por um coroa. A menos que esconda o seu desejo e, junto com o esconderijo, se sinta também culpado. Então, tudo bem. Você não é um “anormal”, sua própria culpa é uma prova disso. Anormal seria não sentir culpa. E a culpa, essa nossa (ini)amiga cerceadora vai te acompanhar por toda a sua vida e vai ser muito usada pelos outros , para que você não fuja, nunca do padrão. Compreende por que o prazer é tão temido por qualquer governo, sociedade, pelos poderosos? Por que transgride e desestrutura. Então, sempre, sob inúmeras desculpas, sejam higienistas, medicinais, comportamentais, religiosas, sociais, vão controlar você. Eles, os outros.
    A aparência idem. Hoje, virou pecado (de novo ele, culpa, lembra?) mortal envelhecer. Vivemos a negação do corpo e a negação da morte. Se o envelhecimento nos lembra que, um dia, morreremos, então em nome da “boa saúde” ele deve ser combatido. Olhe ao redor e veja que cabelos brancos só existem em mulheres muito idosas, antes há a obrigação da tintura, mesmo que eles venham aos trinta anos. No Brasil, segundo país que faz mais plásticas no mundo, depois dos Estados Unidos, a mulher será olhada como uma marciana, se deixar os brancos nascerem naturalmente em sua cabeça. No mínimo, será considerada “desleixada”. Engordar também não pode. Quem engorda é por que é uma pessoa preguiçosa que come demais…segundo eles, os outros…ué, mas comida é também um prazer, não? Se não for o maior que temos, sensorialmente falando. Prazer, percebe? Idem, culpa, percebe?

    Que delícia é quando você toma um banhão e sai por aí usando sua camiseta velhérrima e furada, mas a mais confortável do guarda-roupa, junto com aquele tênis encardido de três anos atrás, que não aperta seu pé. Que delícia quando você relaxa! Mas relaxar dá prazer, você não pode perder o controle pois pode ter alguém olhando, um outro. Reparem como a moda contribuiu, ao contrário do que pensam e pregam, com a sua infelicidade, já que ajuda a estandardizar as pessoas, a colocá-las em uma forma. E forma lembra prisão; uniforme; aperto; massificação; robotização. Forma não lembra prazer. Se você se vestir de forma diferente da sua tribo, prepare-se antes para as críticas, julgamentos e para se sentir mal. Moda é uniforme disfarçado. Pode não ter o logotipo da empresa ou da repartição, mas é o melhor exemplo de como sua aparência sofre a influência do olhar do outro. E de como você é, a cada dia, menos você, sem atinar… Tudo isso é, também, dor e sofrimento. No filme de Almodovar, “Tudo sobre minha mãe”, a personagem da travesti diz algo perante uma platéia, ao receber um prêmio, que me fez pensar muito: “Para mim, felicidade é você se aproximar, cada vez mais, do que entende por autenticidade”. Acho que é por aí.

    O que mais me doeu no comercial da Doritos foi justamente a negação da singularidade de cada um, me feriu mais que a homofobia comprovada do mesmo ( você pode dividir Doritos, mas não o seu Desejo ou o seu esfincter…). O rapazinho levando um saco do salgadinho na cara por que está relaxado, feliz e distraído ( se “distrair” é prazer, não?) do olhar cerceador do outro, por que está dançando YMCA , música de grande sucesso do grupo Village People e que se tornou um referencial e um hino gay. E, além de gay, essa música é considerada “brega” pela moda atual. Alguém aí sabe me dizer o que é isso, “brega”? Eu tive uma amiga maravilhosa em minha vida que era considerada brega: peruona, 80 quilos distribuídos em fartos seios que cheiravam à talco, cabelos platinados e misturava abóbora com verde e vermelho, pulseiras enormes e batom vermelhão. Nada nela remetia ao discreto. Aliás, “discreto” é outra palavra muito usada para controlar… Essa amiga vivia rindo, feliz e indiferente às criticas e julgamentos constantes que sofreu a vida toda. Sempre estava com uma camélia no cabelo e a casa cheia de flores e bombons, que comia sem dar a mínima se engordavam ou deixavam de engordar. Cantava os homens na cara dura… foi, sem dúvida a pessoa mais divertida e deliciosa que conheci na vida. Na véspera de sua morte, no hospital, comia chocolate de uma caixa escondida – quem levou não sei…- embaixo do travesseiro e ria com as músicas do Genival Lacerda. Foi enterrada usando cílios e unhas postiças, a seu pedido. Desculpem, mas nenhuma outra pessoa “discreta” e “elegante” ou “sensata” me deu tanta definição de felicidade como ela.

    A mensagem que esse comercial passa é a mais retrógrada possível: “Não divida com os outros quem você realmente é, não seja autêntico. Não relaxe nunca. Faça apenas o que a maioria faz. Viva conforme os ditames alheios, para não “pagar mico”… Que saco, não? Que saco deve ser você ter que se vigiar 48 horas por dia só para ser aceito…

    Tive o azar de trabalhar l4 anos com publicidade, na Folha de S.Paulo e em outros lugares e agências. Publicidade nunca representou um avanço, e sim um retrocesso. Estão sempre a um passo atrás, apesar dos publicitários que trabalham com criação se julgarem os donos da Revolução. Sem avançar, compactuam com o que esta sociedade tem de pior: Ditadura da estética e o mito da juventude eterna, estimulam a selvageria do capitalismo e do consumismo desenfreado, afastam as pessoas da busca de si para apenas aparentar. E ter. Incutem objetos de desejo em quem não pode tê-los. Como o que interessa é vender, é o lucro ou o ibope de uma marca, os meios não interessam. Trabalham em cima do “mass média”, o que interessa para eles é que você nunca pense ou questione tudo isso, pois, se pensar ou questionar podem perder lucros. Mas, reconheço: Têm muito mais a ver com a sociedade imagética que aí está do que os que tentam, desesperadamente, serem autênticos. Não viverei para ver o contrário, ou seja, uma publicidade cuja mensagem fosse: “seja mais verdadeiro e honesto consigo mesmo”. Os argumentos, furadíssimos, dos que defendem o comercial, são “bom humor”; “que só queriam mostrar alguém pagando mico” ou “a maldade está na cabeça de quem assiste” ( esse é triste, tão triste que chega a ser cômico, nega o todo poder da mídia…); “demonstrar como é gostoso consumir Doritos entre amigos”… Pois é. Pouco interessa se o comercial é pouco ou muito preconceituoso. Muitas vezes a sutileza da estigmatização e as entrelinhas ferem mais que um assassinato. Eu me cansei de ser ridicularizado. E você? Qual é o seu limite? Quantas vezes já passamos por situações parecidíssimas com essa mostrada no comercial? O que eu sei, com toda a certeza, é que as pessoas seriam muito mais felizes se dançassem YMCA nas ruas, diariamente, sem levar saco de Doritos na cara. E que pudessem expressar a luz do próprio olhar, sem se preocuparem tanto com o olhar do outro.

    Por Ricardo Rocha Aguieiras ( aguieiras2007@gmail.com  )


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 12mar
    Diversidade GLS, Eventos LGBT, Pensamentos, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    A partir do dia 10 de Março de 2008, às 20h30, o Núcleo Cênico ProjetoBaZar, em parceria com o Casarão do Belvedere (Rua Pedroso, 267),  promove “Que amores São Esses?” – uma série de três encontros  (dias 10, 17 e 24 de março de 2009) para discutir as relações entre Literatura, Sexualidade e Teatro. Os encontros fazem parte do projeto/espetáculo SEXO VERBAL, em que o grupo pesquisou por dois anos formas de teatralizar questões sobre sexualidade levantadas por autores da literatura brasileira. O espetáculo resultado da pesquisa estreou em Dezembro de 2008 e segue em cartaz até 25 de Abril de 2009.

    Que Amores São Esses? - Literatura, Sexualidade e Teatro

    Que Amores São Esses? - Literatura, Sexualidade e Teatro

    PROGRAMAÇÃO:

    10 de Março: Sexualidade em cena.
    Ferdinando Martins e Carmem Gomide

    - A censura à sexualidade no teatro paulista, de 1930 a 1970. Ainda hoje existe a censura moral?
    - A experiência de Carmem Gomide da montagem do espetáculo de Dança “Corpo Erótico”.

    17 de Março: Sexualidade e Literatura
    Marcus Aurélius Pimenta, Marcelino Freire e Rodrigo Levino

    Como a literatura nacional trata das questões da sexualidade nos diferentes períodos históricos? Quais autores trabalharam com isso? Como é escrever tendo como tema a sexualidade hoje?

    24 de Março: Literatura e Teatro
    Berenice Raulino, Zernesto Pessoa, Carlos Canhameiro e Paulo Maeda

    De que maneiras a literatura pode ser transformada em cena? Adaptação e Teatralização, qual a diferença? Como se deram as adaptações ou teatralizações da literarura, em espetáculos da Cia do Feijão e da Cia Les Commediens Tropicales?
    Breve perfil dos participantes:
    Ferdinando Martins
    Jornalista, sociólogo e produtor cultural. Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Docente e pesquisador da Escola de Comunicações e Artes da USP. Coordenador de Gestão da Informação do Arquivo Miroel Silveira. Realiza a pesquisa de pós-doutorado Corpo, Comunicação e Censura: Um Estudo a partir do Arquivo Miroel Silveira, sobre a censura à sexualidade no teatro paulista, de 1930 a 1970. Crítico de teatro do site Aplauso Brasil/iG e da Revista Cartaz (Editora Empreendedor). Professor de Dramaturgia no Projeto Bixigão, do Teatro Oficina. Co-fundador da Rede Brasileira de Comunicadores GLS. Colaborador de sites, revistas e jornais nas áreas de cultura e sexualidade.

    Carmem Gomide
    Bailarina, coreógrafa e pesquisadora em dança contemporânea e performance art. Autora das obras: Terra Estranha, La Danaide, Corpo Jubiloso: Carne Selvagem, Adiamento, entre outras. Como coreógrafa participou do projeto O Feminino na dança, no Centro Cultural São Paulo, como convidada das Bienais do Sesc Santos de 2000 e 2002, de projetos de fomento à dança em parceria com a Cultura Inglesa, Instituto Goethe, Cooperativa Paulista dos Bailarinos Coreógrafos e Festival de Inverno de Ouro Preto . Em 2001, ganhou o Prêmio Encena Brasil, da Funarte, pelo projeto 8 Dogmas Novas Dobras, juntamente com o núcleo Tandanz, com a coreografia Adiamento,sob a direção de Renato Cohen. Estreou (re)volta em setembro de 2006, trabalho de pesquisa em dança e performance, sob a direção da atriz e coreógrafa Mariana Muniz, na Galeria Olido em SP e recebeu os prêmios Klauss Vianna e Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional, ambos pela Funarte. Além disto, foi agraciada com o prêmio para criação de espetáculo novo pelo 11o Festival Cultura Inglesa, “Corpo Erótico”, apresentado em maio de 2007.

    Rodrigo Levino
    Rodrigo Levino, escritor potiguar, lançou em 2006 o livro “Aos pedaços”, uma coletânea de contos curtos, com prefácio de Nando Reis e apresentação de Rita Apoena.
    Escreve para as revistas Piauí e Playboy e mantém uma coluna diária n’O Jornal de Hoje, em Natal/RN, sobre discos, filmes e livros.

    Marcus Aurélius Pimenta
    Jornalista, escritor, co-autor em parceria com José Roberto Torero dos livros “Terra Papagalli”, “Os vermes”, “Santos”, “Futebol é bom pra cachorro”, “Nonô descobre o espelho”, “Nuno descobre o paraíso” e “Naná descobre os deuses” (os dois últimos, assim como “Terra Papagalli”, premiados pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola – PNBE). Assina o roteiro do longa-metragem “Família vende tudo”, juntamente com Alain Fresnot. Como roteirista, trabalhos em séries das redes de televisão Globo, SBT, Futura, Discovery Kids e Canal Brasil. Atualmente presta serviços para a Rede Record.

    Marcelino Freire
    Nasceu em 1967 em Sertânia, PE. Vive em São Paulo desde 1991. É autor, entre outros, dos livros de contos “BaléRalé” (Ateliê Editorial, 2003), “Contos Negreiros” (Record – Vencedor do Prêmio Jabuti 2006) e “RASIF – Mar que Arrebenta” (Record, 2008). Em 2004, idealizou e organizou a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século” (Ateliê). É o criador da BALADA LITERÁRIA, que reúne anualmente, no bairro da Vila Madalena, mais de cem escritores, nacionais e internacionais. Para saber mais sobre autor e obra, acesse: www.eraodito.blogspot.com
    Berenice Raulino
    É pesquisadora e professora de teatro no Instituto de Artes da Unesp no qual organizou o ciclo Teatro Paulista Contemporâneo e o evento Teatro de Grupo de Teatro.  É autora do livro Ruggero Jacobbi – presença italiana no teatro brasileiro e tradutora do livro O Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski 1959-1969. Atualmente desenvolve pesquisa  sobre a narrativa no teatro e coordena o Programa de Pós-graduação em Artes daquele instituto.

    Zernesto Pessoa
    Ator, dramaturgo, iluminador e co-diretor da Companhia do Feijão.

    Carlos Canhameiro
    Ator, dramaturgo e diretor. Formado em Artes Cênicas pela Unicamp, onde desenvolve mestrado na área de Arte e Mediação com orientação de Marcio Aurelio. Estudou dramaturgia com Sérgio de Carvalho e Luis Alberto de Abreu. Escreveu as peças: Ensaio sobre a História do Diabo, dirigida por Bia Szvat. Ensaio Sobre a Queda, leitura dirigida por Marcelo Lazzaratto. Stirkoff, dirigida por Carlos Canhameiro (Vencedora do prêmio Melhor Texto no 9º Festival de Curta Teatro de Sorocaba). A Vida Como Ela [Não] É!, dirigida por Carlos Canhameiro.
    Como ator, participou dos espetáculos: CHALAÇA a peça, encenado por Marcio Aurelio (indicado a Prêmio Qualidade Brasil 2006 – Melhor Ator Comédia). Errantes, dirigido por Ana Roxo. Galvez Imperador do Acre, encenado por Marcio Aurelio. Feche os olhos e voe ou guerra brava 5, dirigido por Tilmann Koehler. Terror e Miséria no III Reich, encenado por Marcelo Lazzaratto. E dos curtas-metragens: Amor em Óleo e A Cena Perfeita, ambos como ator.

    Paulo Maeda
    Ator, diretor e dramaturgo, formado pela Universidade Estadual Paulista em Educação Artística com Habilitação em Arte Cênicas. Fundador e ator da jovem Cia. Bruta de Arte e fundador e diretor do jovem Grupo Sacranau dos Loucos.

    Núcleo Cênico ProjetoBaZar
    O ProjetoBaZar surgiu em 2001 com uma proposta de produzir eventos culturais e desenvolver seu próprio núcleo de pesquisa teatral. A pesquisa inicial era sobre o livro de José Roberto Torero Xadrez, Truco e outras Guerras, que aborda o pecado da ira e é livremente inspirado na Guerra do Paraguai. Em 2006, após cinco anos de pesquisa, adaptação, ensaios abertos, o espetáculo IRA estreou, cumprindo temporada nas cidades de São Paulo e Guarulhos. Em 2007 retornou temporada em São Paulo a convite do Teatro Aliança Francesa.
    SERVIÇO:
    Que Amores São Esses
    Encontros sobre as relações entre literatura, sexualidade e teatro.

    De 10 a 24 de Março
    Terças às 20h30
    Entrada Franca
    Retirar ingresso com uma hora de antecedência.
    Local: Casarão do Belvedere
    Rua Pedroso, 267. Metrô São Joaquim/São Paulo. Tel: 3266 5272

    Informações para imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
    Márcia Marques – (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425
    www.canalaberto.com.br


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  • 12jan
    Gay - Homossexualidade Masculina, Lésbicas - Homossexualidade Feminina, Pensamentos - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Pelo Google muita gente entra neste site querendo abandonar o vício pecaminoso do homossexualismo. Mas ele não é pecado. E muito menos um vício. Quem tem desejos homossexuais deve correr atrás de vivênciá-los.

    vicio-homossexualismoSe precisar repetir e publicar aqui 3 milhões de vezes isso eu postarei. Estudo científicos, meus trabalhos, livros, sites, enfim, hoje existe uma infinidade grande de matérial sério, competente e científico que desmentem o que as religiões pregam – erroneamente – sobre a homossexualidade.

    Ela é apenas uma das expressões saudáveis da sexualidade humana. Se enganar, achar que será curado, abandonar o vício, nada disso surtirá efeito. Ou vocês acham que um heterossexual irá abandonar seu vício da heterossexualidade? Se um rapaz sente-se atraído por uma mulher, nada e nem ninguém conseguirá fazer com que ele passe a não gostar mais de mulheres. O mesmo ocorre com homens que se sentem atraídos por outros homens. Não tem como negar. Não tem como deixar de ser gay.

    :-)


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 05jan

    Existe ex-gay? Ex-homossexual? Ex-heterossexual? Ex-viado? Essa é a pergunta primordial para muitos. E a resposta é simples. Pode existir sim, porém, a explicação é complexa e deve ser estudada e compreendida ao pé da letra. Leia tudo com atenção!

    O principal problema do ex-gay é que, a maioria das pessoas que se dizem serem ex-gays, ex-viado, ex-homossexuais, etc, são pessoas que encaram a homossexualidade como uma doença, perversão ou, no mínimo, um pecado divino que o homem jamais poderia praticar. Em outras palavras, a maioria dos ex-gays assumidos publicamente se dizem “curados” deste mal. E isso é um problema grave pois a homossexualidade não é pecado. Homossexualidade não é um mal. Não é castigo divino e muito menos uma perversão sexual. A homossexualidade, como bem cito no meu livro O Armário com vários exemplos e dados históricos, é apenas uma das várias vertentes da sexualidade humana. Isto é, a homossexualidade é algo natural, aceitável e que deve ser praticado por todos aqueles que sentem tais desejos.

    Fabrício Viana no programa de TV Show +

    Fabrício Viana no programa de TV Show +

    Neste caso, reprimir a homossexualidade é negar parte de si mesmo. E muita gente, por estar infiltrado dentro de alguma religião onde ela é – erroneamente – condenada, passa por diversas crises e angústias desnecessárias. Muitas delas se “convertem” e acabam comprando a idéia de que a homossexualidade é uma doença, se livrando deste mal, casando-se com alguém do sexo oposto, tendo filhos e, em muitos casos, tendo uma vida insatisfatória.

    Este é um ponto. Outro ponto é a variável da sexualidade humana. Conceitos como homossexual, bissexual ou heterossexual foram criados para classificarmos a orientação sexual. Mas ela não é fixa, rígida ou invariável. Ela pode ser mutável. E muito. Por exemplo, hoje um homem casado com uma mulher pode se sentir atraído por outros homens. Assim como sua esposa pode se sentir atraída por outras mulheres em determinado momento de sua vida. Se isso acontecer e um dos dois assumir uma identidade homossexual, podemos dizer que eles agora são “ex-heterossexuais”.

    O mesmo vale o inverso. Um homossexual pode, em determinado momento de sua vida, se sentir atraído por alguém do sexo oposto naturalmente, isto é, sem ter nenhum conflito com a condeção histórica e religiosa da homossexualidade lhe perturbando a mente. E assim se considerar um “ex-homossexual”. Sem achar que isso foi uma cura, uma conversão ou uma reviravolta a “vida normal”. Afinal, a homossexualidade hoje em dia também entra dentro do padrão da normalidade.

    Neste ponto de vista, ex-gays e ex-heterossexuais, assim como ex-ex-gays e ex-ex-heterossexuais, também podem existir como identidade criada. Mas também não podem permanecer rígidas. Por exemplo, um ex-gay, que agora é heterossexual, não pode dizer que jamais sentirá novamente desejos sexuais por pessoas do mesmo sexo. Muitos acreditam que não. Se ele já provou algum dia terá no mínimo uma tendência bissexual. O mesmo acontece com um ex-hétero. O que se sabe é que a orientação, por si só, pode ou não ser mudada ao longo da vida. E se ela for mudada, a mudança partirá do íntimo de cada um, isto é, de dentro para fora (e não por terceiros). Existe também aqueles em que a orientação nunca mudará. São pessoas que nascem, crescem e morrem apenas com uma única orientação sexual durante toda a sua vida, sendo totalmente homossexual, heterossexual ou bissexual.

    Então, quando se fala de ex-gays, deve-se ter em mente que muitos deles, ao aparecerem na mídia, aparecem com um discurso que envolve pecado e condenação. Isto é, eles aparecem e dizem que deixaram a homossexualidade como se abandonassem um vício de drogas. Como se isso fosse realmente uma doença. E isso é errado.

    A homossexualidade na visão da psicologia, medicina, psiquiatria e várias ciências não enquadradas dentro da área da saúde, como a sociologia ou antropologia, entre muitas outras, sabem que ela não é e nunca será uma doença. Sendo apenas mais uma das expressões naturais e sadias da sexualidade humana.

    Mesmo porque, alguém já viu alguma reportagem sobre “ex-heterossexuais“? Alguém já viu um ex-heterossexual assumido? Não existem em reportagens (embora existam muitos na vida real, veja como exemplo eu ou os mais de 2 milhões da parada lgbt de São Paulo). Porque a heterossexualidade, historicamente, não foi e ainda é condenada por religiosos como a homossexualidade é. Isso é um ponto importante que todos, inclusive jornalistas que preparam estas matérias de “ex-gays” precisam entender ao criar reportagens que só dividem ainda mais as opiniões da população leiga ao invés de mostrar a realidade: o preconceito (que eles mesmos ajudam a proliferar).

    Para concluir, ex-gays, ex-homossexuais, ex-viados ou como vocês preferem, existem sim, mas com todas estas ressalvas. Assim como existem ex-heterossexuais que, infelizmente, são esquecidos na mídia. Mais informações entre em contato, visitem o site do meu livro ou deixem suas opiniões por aqui mesmo.


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 24out

    Sofrimento, esta é a palavra que define quem tenta deixar o homossexualismo e não consegue. Mas, deixar de ser homossexual é possível? Estas perguntas são frequentemente feitas por aqueles que tem tais desejos homossexuais e, por terem raiva e desprezo pelo que sentem, tentam a todo custo eliminá-los de suas vidas.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana

    O problema é que um desejo não é eliminado. Ele pode ser reprimido ou negado. Mas não eliminado. E pior, um desejo reprimido ou negado, com o tempo, ganha força e fica mais forte. Para ajudar aqueles que tentam deixar de ser homossexuais, eu costumo dar um exemplo claro voltado aos heterossexuais:

    Um homem que sente uma absurda atração por mulheres conseguirá deixar de ser heterossexual? Isto é, o que ele pode fazer quando sentir um tesão absurdo por elas? A resposta é simples: ele não pode fazer nada. Apenas negar este tesão. Dizer a si mesmo, não, eu não posso fazer sexo com uma mulher. E ai, ele pode tomar um banho gelado, tentar fazer outras coisas para esquecer aquilo mas, uma hora ou outra, aquele desejo voltará (mais forte) e ele terá o mesmo problema.

    Com a homossexualidade é a mesma coisa. Não adianta ir para a Igreja, orar, pedir o perdão de Deus, se casar com uma mulher, ter filhos, se converter, fugir, se drogar ou combater a homossexualidade (dos outros e de si mesmo). O jeito mais saudável é enfrentar o preconceito, entender a origem da homossexualidade, o que leva as pessaos a condená-la tanto e, finalmente, aceitar os seus desejos e ser feliz com eles. Sem negá-los ou reprimí-los. Este, alias, é o tema principal do meu livro O Armário ( www.oarmario.com ), vendido apenas pela Internet. Escrevi ele justamente para ajudar estas pessoas que querem deixar a homossexualidade ou a vida homossexual a entenderem estes sentimentos e o quanto de sofrimento existe quando os mesmos são negados.

    A pessoas precisam entender que a homossexualidade não é doença, não é pecado e que, doente, hoje, considerado pela ciência, é justamente aquela pessoa que não aceita seus desejos sexuais, sejam eles heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Uma pessoa que sofre, que reprime, que não se aceita, é sim, considerado uma pessoa com uma disfunção de personalidade e que, segundo o CID 10, precisa de ajuda. Mais uma vez, recomendo meu livro para estas pessoas se aceitarem e “sairem do armário”.

    F66.1 Orientação sexual egodistônica: Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la.

    Portanto, se você procura ajuda ou tenta deixar de ter os desejos homossexuais, esqueça. Você pode até tentar, reprimir ou negar, mas, é muito provavel que passará a sua vinda inteira, casado com alguém do sexo oposto, representando um papel social que irá agradar a tudo e a todos. Mas não a você. E a escolha, com certeza, em sofrer ou não, é sua. Inteiramente sua.


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  • 13out
    Diversidade GLS, Mitos da Homossexualidade, Pensamentos, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Que absurdo! Toda a imprensa esta de olho na vida pessoal de Gilberto Kassab! Ele é gay? Homossexual? Prepare-se para uma grande e aterrorizante resposta: sim, ele é um SER HUMANO!!

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana

    Achou a resposta um pouco desapropriada? Então entenda uma coisa que eu vivo falando em sites, jornais, revistas e programas de TV que participo: Existe uma busca absurda (e até neurótica) pela homossexualidade do outro (ou a homossexualidade oculta de si mesmo projetadas no outro!!).

    Sim, duvidar da sexualidade de alguém, principalmente de homens, saber que ele não desempenha mais suas qualidades masculinas e esta mais próximo das femininas (dinâmica machista citada no meu livro O Armário – www.oarmario.com), principalmente em época de eleições (lembre-se que política é um jogo de poder) é algo deprimente! E isso não acontece apenas com nosso Gilberto Kassab. Isso acontece com todos e a todo o momento, seja na escola, trabalho, faculdade, vizinhança, etc. As pessoas estão constantemente preocupadas mais com a sexualidade alheia do que com a própria.

    Navegando em alguns sites li que “Se Gilberto Kassab for gay, ótimo, ele será um excelente prefeito!“. Embora a visão positiva da homossexualidade me conforte nesta frase, não é sendo gay ou não sendo gay que ele foi ou será um bom prefeito. Gays e heterossexuais existem de tudo quanto é tipo e gosto. Bons e ruins. Calmos e agressivos. Não é a orientação sexual que irá definir isso. Nem dele e nem de ninguém.

    Pior é que tudo isso começou depois que Gilberto Kassab recusou assinar um abaixo assinado contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia em um encontro religioso. Com a força de alguns religiosos ignorantes (não devemos condenar todos os religiosos, claro!) mais a propaganda política de Marta questionando a vida pessoal do prefeito, tudo leva a busca de sua suposta homossexualidade.

    E quem paga o pato, novamente, somos nós, homossexuais que mais uma vez somos sinônimos de algo ruim, negativo, segundo plano, lixo. Se Gilberto Kassab é gay, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é hetero, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é bissexual, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab não gosta de sexo, isso só diz respeito a ele.

    Vamos parar com essa conversa fiada. Vamos parar de cuidar da vida (e da sexualidade) dos outros. Vamos cuidar mais da nossa própria sexualidade. Vamos olhar para nós mesmos e pensar: eu transei bem gostoso com o meu amor nesta semana? Consegui um orgasmo ótimo que relaxou todo o meu corpo? Dando um curto circuito energético que me fez aliviar de todas as tensões e stress do dia-dia? Como Eu ando na cama? Ando realizando todas as minhas fantasias? Tenho desejos reprimidos? Até mesmo homossexuais?

    Galera, vamos acordar e especular menos da vida alheia. E mais, tanto Marta quanto Kassab fizeram reuniões com o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e deram seu apoio as causas homossexuais. Fora isso, não tem mais nada a sondar, pesquisar ou deturpar. O que a sociedade precisa é de menos polêmica e mais informação (principalmente sobre a homossexualidade!!!)


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