Sofrimento, esta é a palavra que define quem tenta deixar o homossexualismo e não consegue. Mas, deixar de ser homossexual é possível? Estas perguntas são frequentemente feitas por aqueles que tem tais desejos homossexuais e, por terem raiva e desprezo pelo que sentem, tentam a todo custo eliminá-los de suas vidas.
O problema é que um desejo não é eliminado. Ele pode ser reprimido ou negado. Mas não eliminado. E pior, um desejo reprimido ou negado, com o tempo, ganha força e fica mais forte. Para ajudar aqueles que tentam deixar de ser homossexuais, eu costumo dar um exemplo claro voltado aos heterossexuais:
Um homem que sente uma absurda atração por mulheres conseguirá deixar de ser heterossexual? Isto é, o que ele pode fazer quando sentir um tesão absurdo por elas? A resposta é simples: ele não pode fazer nada. Apenas negar este tesão. Dizer a si mesmo, não, eu não posso fazer sexo com uma mulher. E ai, ele pode tomar um banho gelado, tentar fazer outras coisas para esquecer aquilo mas, uma hora ou outra, aquele desejo voltará (mais forte) e ele terá o mesmo problema.
Com a homossexualidade é a mesma coisa. Não adianta ir para a Igreja, orar, pedir o perdão de Deus, se casar com uma mulher, ter filhos, se converter, fugir, se drogar ou combater a homossexualidade (dos outros e de si mesmo). O jeito mais saudável é enfrentar o preconceito, entender a origem da homossexualidade, o que leva as pessaos a condená-la tanto e, finalmente, aceitar os seus desejos e ser feliz com eles. Sem negá-los ou reprimí-los. Este, alias, é o tema principal do meu livro O Armário ( www.oarmario.com ), vendido apenas pela Internet. Escrevi ele justamente para ajudar estas pessoas que querem deixar a homossexualidade ou a vida homossexual a entenderem estes sentimentos e o quanto de sofrimento existe quando os mesmos são negados.
A pessoas precisam entender que a homossexualidade não é doença, não é pecado e que, doente, hoje, considerado pela ciência, é justamente aquela pessoa que não aceita seus desejos sexuais, sejam eles heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Uma pessoa que sofre, que reprime, que não se aceita, é sim, considerado uma pessoa com uma disfunção de personalidade e que, segundo o CID 10, precisa de ajuda. Mais uma vez, recomendo meu livro para estas pessoas se aceitarem e “sairem do armário”.
F66.1 Orientação sexual egodistônica: Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la.
Portanto, se você procura ajuda ou tenta deixar de ter os desejos homossexuais, esqueça. Você pode até tentar, reprimir ou negar, mas, é muito provavel que passará a sua vinda inteira, casado com alguém do sexo oposto, representando um papel social que irá agradar a tudo e a todos. Mas não a você. E a escolha, com certeza, em sofrer ou não, é sua. Inteiramente sua.







