Homossexualidade

  • 08jun
    Eventos LGBT, Livros GLS, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Nesta quarta-feira (10/06) acontecerá um bate-papo com Fabrício Viana na Galeria Olido em São Paulo. O encontro, com entrada gratuita, começa as 18h no Ponto de Leitura e será norteado pelo tema da “Saida do Armário”, foco também de seu livro O Armário (www.oarmario.com) lançado em 2006.

    Viana é escritor, militante, bacharel em psicologia e idealizador de vários projetos na internet para a comunidade homossexual, entre eles o www.armariox.com.br

    Participe e convide seus amigos. O evento terá mesmo a configuração de um “bate-papo” descontraído, onde todos poderão narrar suas experiências e trocar informações com o autor.

    Após o evento exemplares do livro O Armário poderão ser adquiridos diretamente com Viana. Além de autógrafos.

    Serviço:

    Bate-Papo com Fabrício Viana
    Data: 10/06 – Quarta-feira
    Horário: das 18h às 19:30. Grátis
    Local: Ponto de Leitura – Avenida São João, 473
    Centro – São Paulo – Fone 11-3397-0171


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 15dez
    Eventos LGBT, Gay - Homossexualidade Masculina, Movimento Homossexual, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    * Originalmente publicado no Blog do Mix Brasil.

    Este é o último post do ano. Volto a publicar coisas aqui (e nos outros sites – links ao lado) só na metade (ou final) de janeiro de 2009. Isto é, FÉRIAS TOTAL, de tudo e todos! Por isso desejo aos leitores do meu blog, amigos e conhecidos um super Natal e um ano novo MARAVILHOSO!!! Com muita saúde!! Que é sempre o que mais importa…. :-)

    Não vou fazer (e nem gosto muito) retrospectivas… Mas como todo ser humano (leia-se “imperfeito“)(risos) estes dias eu estava meio deprê e sem inspiração para terminar o Prometheus. Foi ai que um super amigo me disse nos raros momentos em que abro o MSN:

    Fabrício, não desanime, você tem seu público. Você tem seus leitores. Gente que conhece, acompanha e respeita seu trabalho“.

    Imediatamente lembrei de outra coisa. Certa vez um jornalista de um portal GLS me disse o seguinte: precisamos colocar na mídia, nas matérias, publicações, etc, gente nova! Chega de citar “arroz de festas”. As mesmas pessoas. Os mesmos caras. Concordei plenamente. Depois de algum tempo ajudando na produção saquei uma coisa. Tem muita gente nova sim. Mas também tem muita gente nova que não tem história. Não tem histórico. Ou ainda, nada para dizer, mostrar, bons pensamentos, etc. Uma pena.

    E com isso aprendi que antes de “caçar” e mostrar os novos. Tem que preservar, lembrar e citar os antigos. E falo daqueles muito mais velhos do que eu e provavelmente você. E que, graças a estes pensamentos “modernos”, estão fora da mídia. Adoraria citar nomes dos esquecidos. Mas vou deixar aqui no ar. Inclusive para amigos jornalistas pensarem no assunto.

    Ainda continuando nestas reflexões, deprê, falta de inspiração e sobre o histórico, pensei. Mas e eu? Fabrício Viana? O que fiz? Qual é meu histórico? Onde é este histórico? Escrevi O Armário não porque sou apaixonado por literatura ou porque sonhava ser escritor. Muito pelo contrário. Sou péssimo em gramática, ortografia, etc. Mas sou ótimo em pensamento, reflexões e em psicologia (minha formação). E o livro foi escrito mais para sintetizar as grandes dúvidas a respeito da homossexualidade que eu recebia diariamente por email graças aos antigos projetos. Sim, PROJETOS!!! Achei. Esta é minha história!! Minha pequena, simples e humilde história.

    Imediatamente vasculhei centenas de fotos perdidas e consegui selecionar algumas que compõem a história do meu trabalho e que eu mesmo havia esquecido. Sabe quando você se recorda de trocentos mil e-mails trocados com trocentas mil pessoas (e que muitas delas te cobram recordações)? Horas e horas na frente do PC criando sites, gravando, convertendo vídeos, divulgando, mandando e-mails em listas, criando páginas para ajudar amigos, etc. E em muitos anos? Até do primeiro site pessoal que eu tinha na Internet quando eu era “hétero” (gay não assumido)(risos) me recordei. E lá eu ja era militante (um dos artigos era “Palavrão, Sexo e Preconceito“)(risos). Tudo isso veio em minha cabeça enquanto selecionava as fotos e publicava no album do meu Orkut (hoje só para amigos porém o album de fotos é liberado para todos).

    Infelizmente não tem imagens de tudo o que eu fiz ou participei. Logo o que consegui publicar (poucas fotos, algumas abaixo) representam uma minúscula parte de um todo. Mas que me deixou extremamente feliz e principalmente MOTIVADO para terminar o bendito Prometheus.

    Foi extremamente gratificante recordar tudo isso. Esta ultima foto por exemplo era da equipe que fundou o Armário X em 2003. E antes disso eu já tinha um projeto no Mix Brasil (campanhaglbt). Lembro até do dia que o André Fischer me recebeu no antigo escritório para conversar sobre isso. Enfim, todas as fotos selecionadas estão no meu Orkut com descrição. Quem tiver interesse entra lá.

    Recordar é viver.

    Então… Mais uma vez, um ótimo Natal, boas festas e um excelente 2009 a todos!!!

    Fabrício Viana, se despedindo de 2008.


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 11dez
    Artigos & Textos, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Artigo escrito para amigos de gays e lésbicas na tentativa de desmistificar alguns conceitos sobre a amizade com homossexuais. Boa leitura. Texto de Fabrício Viana publicado no Armário X em 2005.

    Amigo Homossexual

    Amigo Homossexual

    Antes de tudo, se você recebeu a indicação de alguém para ler este texto, você é uma pessoa privilegiada. Ter um amigo homossexual, seja no trabalho, na escola, na faculdade ou mesmo na vizinhança, é cada vez mais comum. Para que você não passe por alguns “micos” e nem acabe, sem querer, ofendendo ou discriminando um amigo homossexual, por pura falta de informação, segue algumas dicas bastante úteis.

    Para facilitar a leitura, separei o texto em perguntas, pois acredito que assim seja mais fácil o entendimento.

    1 – homossexualidade é doença?
    Apesar de várias religiões não aceitarem ou discriminarem homossexuais, a ciência já comprovou que a homossexualidade não é uma doença. É apenas uma orientação sexual do indivíduo. Logo, assim como existem heterossexuais “bons” e “ruins”, também existem homossexuais “bons” e “ruins”. Sua personalidade, suas qualidades e defeitos; nada tem a ver com sua orientação sexual. É importante frisar isso pois muitos atribuem defeitos ou imperfeições humanas como sendo derivadas da homossexualidade. Definitivamente, isso nada tem a ver com a orientação sexual.

    2 – Por que orientação e não “opção” ou “condição sexual”?
    Muitos falam, erradamente, sobre “opção sexual”. Não existe opção, fato de quem “opta” por algo. Nem  condição. O que existe em termos de classificação dentro da psicologia atual é a orientação sexual, onde o desejo sexual é ORIENTADO para um objeto externo. Este objeto externo desejado pode ser alguém do mesmo sexo (caso dos homossexuais), alguém do sexo oposto (heterossexuais) ou mesmo de ambos os sexos (bissexuais). Por isso orientação sexual. Lembrando que um homossexual poderá se tornar um bissexual ou heterossexual caso o objeto desejado mude. Assim como ocorre com heterossexuais que, em algum momento de suas vidas, tornam-se homossexuais. Para a sexualidade humana, não existem regras ou as classificações que utilizamos. Elas não são fixas.

    3 – gays são superiores ou inferiores?
    Já ouvi falar que gays são mais produtivos nas empresas, ou, por outro lado, que eles não prestam para nada. Ridículo. orientação sexual não tem relação alguma com aptidões, talentos ou qualquer outra característica da personalidade. Se alguém que você conhece é muito bom no que faz, ou o contrário, isso não está relacionado com sua orientação sexual.

    4 – Piadinhas ofendem?
    Sim, piadas podem ser engraçadas, mas evite na presença de seus amigos gays pois a maioria tem fins discriminatórios; sobretudo, piadas de “bichas”, “viados” ou similares. Além de deturpar/confundir a realidade, passando uma imagem estereotipada, acabam quase sempre em ofensa. Até aquele seu amigo ou amiga que não é assumido, mas que dá risada naquele momento para manter as aparências, pode ficar triste por você ter demonstrando ser uma pessoa preconceituosa ou no mínimo, ignorante. Alguém que ele jamais poderá confiar ou contar sobre seus reais desejos. Se você não consegue ver nenhum problema ou ofensa nas piadas de homossexuais, sabia que é a mesma coisa com relação as piadas com referência a “heterossexualidade”. O quê? Não existem piadas sobre heterossexuais, focando em sua sexualidade? Por que será? Pense nisso.

    5 – Quando me falarem sobre casos, relacionamentos, etc, o que eu faço?
    Quando seu amigo ou amiga contar sobre sua vida pessoal, sobre casos ou namoros, imagine que sejam casos ou namoros de heterossexuais. Imaginou? Pois é, é a mesma coisa. Tanto que, em ambos os casos, você encontrará pessoas que se relacionam de forma promíscua ou aqueles que nasceram para o “casamento”, no fiel sentido da palavra. Sim, existe toda uma diversidade de “intenções”. Mas os relacionamentos, em si, são iguais. gays namoram, separam-se, têm brigas de casais, alguns almoçam juntos com a família no final de semana, com o namorado ao lado, e assim caminha a humanidade.

    6 – gays só freqüentam lugares específicos para gays?
    Mundo gay, submundo ou “gueto” são coisas do passado. gays estão e sempre estiveram em toda parte, por isso não se espante em vê-los por aí. Cada vez mais eles estão aparecendo (no sentido de não esconder sua orientação sexual) em shoppings, baladas, supermercados, festas de família, local de trabalho ou em qualquer outro lugar. Você precisa saber apenas que eles existem e que deve respeitá-los, assim como se pressupõe que o respeito é para todos, independente de religião, orientação ou qualquer outro fator. E que, felizmente ou infelizmente, todos nós vivemos em sociedade e procuramos ser felizes sem interferir um na vida do outro.

    7 – Como eu identifico um gay? Ou uma lésbica?
    Se você acha que gay é um cara afeminado ou que lésbica é uma mulher masculinizada, cuidado. gays e lésbicas são tão singulares quanto o próprio ser humano. Para se ter uma idéia, existem gays que são pedreiros, executivos, aeromoças, jovens, adultos, senhores, senhoras, mendigos, diretores de empresas, analfabetos, operários, religiosos (inclusive alguns têm altos cargos dentro de sua doutrina), professores, alunos, enfim, uma infinidade que torna impossível a qualquer cientista ou grande estudioso dizer com precisão quais as características que definem alguém para que, em um simples olhar ou convivência, nós saibamos se ele é heterossexual, homossexual ou bissexual. Tem gente que parece gay, mas não é. Tem gente que não parece que é gay, e é. Outro dia no ônibus vieram me falar mal de um cara que era bem afeminado. Eu soltei o verbo. E essa infeliz criatura que pensou que eu iria ajudar na discriminação ficou sem saber o que fazer, pois ela jamais pensou que eu também seria gay. Resumindo, ela pensará mais de 10 vezes na próxima vez que for falar com alguém desconhecido sobre isso. Então, é bom tomar cuidado para não passar vergonha.

    8 – Uso de palavrões, existe algum problema?
    Com certeza. Palavrões são recheados de simbologia ofensiva. Nunca se refira ao seu amigo ou amiga por meio de palavrões construídos pela sociedade. Todos eles são difamatórios e, geralmente, carregados de preconceito. Ao invés de dizer que tem um amigo “viado”, “bicha” ou “sapatão”, prefira sempre os termos “gay” ou “lésbica”. O primeiro, geralmente, para tratar tanto o homem quanto à mulher homossexual. São politicamente corretos e bem mais aceitos.

    9 – Não me conformo, eu vivo falando pra ele ou ela deixar esta vida de lado. Estou certo?
    Totalmente errado. Imagine ele falando para você gostar de alguém do mesmo sexo, resolveria? Se ele insistisse muito você começaria a gostar? Acredito que não, logo, não insista para que seu amigo goste do sexo oposto, além de ser inconveniente, você não obterá resultado algum. Caso ele ou ela decida sair com alguém do sexo oposto, isso partirá de seu íntimo (sim, homossexuais podem tornar-se heterossexuais e heterossexuais podem se tornar homossexuais, ou ainda, bissexuais). Portanto, se a idéia e o desejo não partir dele, seu comentário pode ofendê-lo e ainda transmitir a ele a idéia de que você não o aceita; não que você deva aceitar. A homossexualidade, em si, pode ir contra os seus conceitos, mas se você está lendo este texto é porque quer aprender como tratá-lo de forma coerente. Pense nisso. Mesmo porque o que é bom para ele, não necessariamente é para você, e vice-versa. Respeito acima de tudo.

    10 – Se pedir para eu guardar segredo, o que faço?
    Saber que alguém é gay pode gerar algumas complicações para a pessoa que não assumiu sua orientação publicamente. Logo, se lhe foi pedido segredo, por mais difícil que seja guardá-los (guardar segredo, de verdade, é coisa que poucos conseguem), faça um esforço. Afinal, infelizmente, nem toda a sociedade tem uma cabeça moderna e condizente com o século 21.

    11 – Como posso ter atitudes antidiscriminatórias?
    É simples. Independente do amigo ou da amiga apresentar algum tipo de “trejeito”, aliás, independente de qualquer coisa; se estiver você num bate-papo e surgir alguma brincadeira de mau gosto a qual seja discriminatória, não participe. Ao mesmo tempo, mostre que não gostou e que não compactua com aquela brincadeira grosseira ou piada fora da realidade. Participar de tal gozação, mesmo não sendo quem começou, só torna você mais um dos que assinam em baixo a “carta da ignorância”. E, “ignorante” você não é, tanto que se demonstra interessado(a) nesse assunto e está aqui, lendo este texto.

    12 – Na faculdade ou no trabalho, meu amigo gay começou a se vestir de mulher, e agora?
    Alguns homossexuais podem ter inclinação para o que chamamos de transgêneros. Transgêneros são transexuais, travestis ou similares que fazem uma mudança de gênero. E muitas vezes, nada tem a ver com a homossexualidade. Por exemplo, eu sou homem, gay, e gosto de me relacionar com outro homem. Não me sinto mulher e nem gostaria de ser mulher. Mas existem algumas pessoas que, neste exemplo, nasceram homens porém se “sentem” mulheres. E ai, a luta interna deles é tornar seu corpo igual a sua mente. Isto é, se vestindo como se sentem, neste caso, como MULHERES. Então, eles passam a ser TRANSEXUAIS. Não são homossexuais que se vestem de mulheres. São realmente mulheres tentando adequar seu corpo masculino para o corpo feminino. A meta de alguns, neste caso, é fazer aquela cirurgia de adequação sexual (transformar o pênis em vagina, definitivamente). O caso das travestis é parecido, porém, elas não se sentem totalmente mulheres (inclusive, usam o pênis na relação sexual, já as transexuais, usam mas não gostam). Se você tem um amigo assim, que “inverteu” visualmente o sexo, trate-a como ela aparentemente se mostra. Como uma mulher. Na dúvida, já que você é amigo ou amiga, chame-a próximo e pergunte como gostaria de ser chamada, com nome masculino ou feminino. Muitas, dirão que preferem o nome feminino, e como elas se sentem mulheres, utilizam banheiro feminino e tudo o que se relacione a este universo. Para compreendê-las melhor, imagine que ela tenha nascido mulher, porém, no corpo de um homem. E a grande luta dela é para que esse corpo “errado” que tenha nascido, seja refeito e adequado a sua mente.

    13 – Gostei destas explicações, porém gostaria de aprender mais sobre este universo. Por curiosidade!
    Existem muitos portais na Internet com artigos e informações sobre a homossexualidade, transexualidade e todas as vertentes da sexualidade humana. Evite, sempre, sites religiosos e prefira os científicos. Como disse acima, a religião condena com base em suas doutrinas. A ciência entende que é apenas uma forma de comportamento e, de forma séria, explica detalhadamente o que ocorre com as sexualidades apresentando diversos estudos científicos com bases na psicologia, história, antropologia e diversos outros estudos. Caso queira se aventurar em livros, para estudos mais sérios, recomendo o livro “Devassos no Paraíso” que fala sobre a história da homossexualidade no Brasil e também o livro “Seis Balas num Buraco Só”, que vai a fundo na origem do preconceito e da sociedade machista. Ambos do escritor João Silvério Trevisan. Se você não tem muito tempo mas gostaria de ler um livro que resumisse muito bem alguns temas e assuntos, sugiro a leitura do meu livro, bastante didático e simples chamado O ARMÁRIO (www.oarmario.com) . O importante é que você busque informações e tente aprender de tudo um pouco. Afinal, conhecimento nunca é demais. E o maior problema da homossexualidade é, sem sombra de dúvidas, informações corretas sobre o assunto. Tudo o que vemos na TV ou na sociedade é, ainda, visto de forma errado e negativo. Com informação correta, podemos resolver este caso.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  ”O Armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido” – Site do livro: www.oarmario.com


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 07out
    Livros GLS, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O autor cita trechos de livros, reportagens, estudos e discursos de pessoas conhecidas como a sexóloga Marta Suplicy e o psicólogo/militante Fabrício Viana (O Armário) para endossar sua teoria que é possível o homossexual deixar de sentir desejo por outros homens. Por Pedro Marra (em recente matéria do ParouTudo)

    Nunca falei, em lugar algum, que um homossexual pode deixar de ter desejos homossexuais. Muito pelo contrário, ele pode e deve ser feliz do jeito que ele é. Todo meu trabalho, site, artigos, livros, falas, palestras, tudo gira em cima disso. Não sei qual a deturpação que o autor faz em meu nome. Autor de um livro que eu me recuso a comentar aqui (e dar publicidade a ele). Hoje me mandaram email, perguntando se eu realmente acredito na mudança a orientação sexual. A mudança da orientação sexual existe sim, mas se partir da própria pessoa, vim de dentro e não sendo influenciada por terceiros, doutrinas, religiões, psicanálise, etc. Se eu tenho desejos homossexuais, não conseguirei deixá-los de lado (um desejo reprimido fica mais forte ainda!!). Assim como um heterossexual não consegue deixar seu desejo heterossexual de lado.

    Para ajudar, segue trechos da página 124-125 do meu livro O Armário 

    Bagunça de informações

    E muitos querem, graças a preocupação quase obsessiva que possuem em saber qual é a origem da (sua?) homossexualidade. Pois até hoje ninguém conseguiu dar uma palavra final sobre o assunto. Existem especulações e muitas teorias biológicas e psicológicas. Cromossomos, identificação com a mãe, complexo de Édipo ou Electra e assim por diante. Mas nada concreto. Porque simplesmente não existe. O que existe é uma série de fatores que faz com que os desejos sejam orientados (por isso se diz “orientação sexual” e não “opção sexual) a um objeto externo. 

    Quem perde com o desencontro de informações corretas e fidedignas é a sociedade e, principalmente, nós homossexuais. É notório que muitos não sabem a diferença – e que são gritantes – de uma travesti, uma transexual ou um homossexual. É “tudo a mesma coisa”. E não é! 

    Outro dia, para termos idéia da gravidade de tudo isso, eu estava lendo um texto em um website religioso que dizia que a origem da homossexualidade se dava por meio de abuso sexual do homossexual quando mais novo. E que, graças a isso, ele cresceria homossexual, se relacionaria apenas com crianças e sentiria uma necessidade compulsiva de ter relacionamentos com animais.

    Quando eu leio artigos desse tipo (e existem muitos), a primeira coisa que imagino é na quantidade de pessoas que terão contato com ele e que tomarão aquilo como verdade absoluta. E isso não só está errado como é uma afronta à minha própria identidade, enquanto homossexual. Eu nunca fui abusado sexualmente, não tenho desejos por crianças e muito menos por animais. Como alguém pode escrever aquilo? Com base em quê? Quais os estudos que dizem ou provam o que ele diz? Nenhum. Mas esta lá, publicado para quem quiser ter acesso.

    Resumidamente, as possibilidades que movem esta orientação são tão grandes que se eu quisesse poderia pegar um heterossexual, analisar sua infância, seus complexos, desejos e fixações e detalhar, com base em algumas observações, como ele se tornou heterossexual. Mas o que irei encontrar são fragmentos de algo muito mais complexo do que aqueles que estarei narrando. Afinal, é assim que um desejo sexual é criado. E por isso ele também é maleável. Podendo ter meu desejo sexual orientado hoje por alguém do mesmo sexo e futuramente pelo sexo oposto. Ou o contrário, hoje ser heterossexual e amanhã homossexual. Ou ainda os dois, pois na sexualidade humana tudo é possível. Nela estas classificações e “regras” – criadas por nós – não existem.

    Alias, esse é um dos problemas da homossexualidade, nossa busca constante por uma classificação, origem ou outras especulações. Coisa que não existe na heterossexualidade. Alguém já viu uma monografia científica ou uma teoria de como alguém torna-se heterossexual? Não existe. E a sexualidade não é fechada em si mesmo.

    Além do mais, o autor cita em seu blog que quem quiser deixar de ser homossexual deve procurar o grupo Exodus Brasil e outro grupo religioso que prega a “cura da homossexualidade”. Concordo que cada um é cada um e tem a liberdade de acreditar e tentar mudar o que quiser em si mesmo, mas, definitivamente, em anos de estudos e militância posso dizer que tudo isso é uma grande furada. Um desejo homossexual não pode ser elimidado, pode ser reprimido e esquecido (geralmente por pouco tempo), mas não eliminado! Então, o jeito mesmo é cada um ser feliz do jeito que é. Assumir (para si e depois para os outros) seus desejos homossexuais. Sair do Armário. Quem me conhece sabe, mais do que nunca, que este sempre foi e será meu discurso. Até em videos e entrevistas que já dei na TV.


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