Homossexualidade

  • 16nov
    Gay - Homossexualidade Masculina, Homofobia, Movimento Homossexual, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Jonathan lauton Domingues, 19 anos e mais quatro menores entre 16 e 17 anos foram presos na Av. Paulista em São Paulo após atacarem e roubarem gays nas proximidades. Depois de presos todos foram soltos e respondem em liberdade. Segundo um dos advogados de defesa, um dos agressores foi simplesmente “paquerado” e isso resultou em toda a briga (desde quando uma paquera resulta em agressão e roubo?). Segundo a mãe de outro agressor, seu filho não faria isso pois ela mesma tem vários amigos homossexuais. Depoimento de uma mãe desesperada e que provavelmente não conhece tão bem seu filho. Afinal, como uma das testemunhas deixou bem claro, o rapaz gay estava andando na rua sem fazer nada para ninguém e foi abordado e agredido de surpresa, gratuitamente. Se isso não for homofobia, tentando destruir no outro aquilo que mais incomoda dentro de si, eu realmente não sei o que é psicologia e faço questão de rasgar meu diploma.

    O que chama a atenção nisso é a intolerância, a impunidade e, principalmente, em saber que casos como este em São Paulo e em outros lugares acontecem com muito mais frequência do que imaginamos. Como eu vivo repetindo para jornalistas que me procuram, as pessoas acreditam que o mundo melhorou, que os gays estão mais livres para andarem nas ruas expressando sua sexualidade e por ai vai indo mas, no fundo, tudo continua a mesma coisa. Falamos mais sobre a homossexualidade, aparecemos mais, mas a mente das pessoas ainda são antigas e povoadas de machismo e preconceito (exemplo recente é o do reitor do Mackenzie publicar nota no site da instituição de ensino enfatizando ser contra a aprovação de lei que criminaliza a homofobia, até a OAB disse que a atitude é digna da Idade Média).

    Enfim, vamos todos acompanhar este caso de perto e torcer para que a justiça seja feita.


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 19abr

    BoyCulture

    Hoje, 19/04, acontece à primeira sessão de cinema do Entre Homens em 2010. O filme escolhido é o Boy Culture, que retrata a saga do garoto de programa X. X vive em um apartamento com Andrew e Joey e é apaixonado por Andrew. Joey, um adolescente inconsequente, é apaixonado por X – e, assim, os colegas de apartamento formam um tórrido triângulo amoroso. Enquanto isso, X segue passando por provações e contratempos e encontra um senhor, Gregory, que se torna seu fiel cliente e mentor e com quem o michê acaba por se envolver emocionalmente. O filme abriu o 14º Festival Mix Brasil, em 2006, e foi sucesso de público.

    A sessão é aberta para todas as cores do arco-íris e os organizadores avisam que terá pipoca.

    Quando
    Segunda-Feira, 19/04/10, ás 19h30

    Onde
    Rua Santa Isabel, 198 – São Paulo, SP, perto do Metrô República.
    Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Rua Marquês de Itu.
    Telefone: (11) 3337-2028. Mapa e mais sobre o clube: www.upgradeclub.com.br
    * tocar a campainha para entrar o bar estará aberto para os presentes

    Sobre o Entre Homens
    Gerenciado por Murilo Sarno, o Projeto Entre Homens visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino

    Créditos: http://www.passageirodomundo.blogspot.com


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  • 19dez

    Foi assinado nessa quarta-feira, 16, convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e o Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados para a criação da Escola Jovem LGBT, a primeira do gênero no país. O objetivo da escola é valorizar e difundir a Cultura LGBT, em cursos que serão abertos a jovens hetero, homo e bissexuais já a partir de 2010.

    “A escola é um Ponto de Cultura. O fato de os cursos serem abertos a todos e não só a jovens gays é parte da nossa estratégia de combate à homofobia,” explica Deco Ribeiro, apontado diretor da Escola Jovem LGBT. “Preconceito é ignorância. Para vencer isso, precisamos levar nossa arte, nossa expressão e nosso discurso a quem não nos conhece. Se a valorização da cultura negra é estratégia do movimento negro, assim como de vários povos e regiões, por que não valorizar a cultura LGBT?”

    Na sede da escola, em Campinas, meninos e meninas da própria cidade e das regiões de Sorocaba, Grande São Paulo e da Baixada Santista terão aulas de criação de zines, criação de revistas, criação literária, dança, música, TV, cinema, teatro e performance drag, sempre com foco no jeito de ser e agir das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. O material produzido ao longo dos cursos, como CDs e DVDs, livros e revistas, peças de teatro e espetáculos de drag queens, circularão pelo estado e serão assistidos e distribuídos gratuitamente. Os jovens poderão concorrer ainda a bolsas de estudo.

    “Pra quem está se descobrindo agora, é importante conhecer suas raízes,” afirma Chesller Moreira, presidente do Grupo E-jovem. “E mais importante ainda saber que é possível ser feliz sendo exatamente quem você é. O jovem ouve tanto por aí que ser gay é errado que ele fica sem referências positivas. Aqui ele vai poder descobrir que ser gay é legal, que ser travesti é legal, e que ele tem muito a oferecer à sociedade.”

    Todo o projeto é financiado por um convênio firmado entre o Governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura, que tem por objetivo apoiar entidades que desenvolvem relevante papel na comunidade nas áreas de fomento, difusão, produção e formação cultural. O GRUPO E-JOVEM foi selecionado por meio de concurso público e foi a única entidade LGBT contemplada em SP.

    As matrículas e inscrições para bolsas de estudo já estão abertas e as aulas devem começar em março de 2010. Os interessados devem escrever para escola@e-jovem.com ou ligar para os telefones (19) 3307-3764 / 9341-3764.

    INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
    Deco Ribeiro, Diretor – (19) 9136-1950
    Flávia Faiola, Secretaria de Cultura de SP – (11) 2627-8166


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  • 02mai
    Eventos LGBT, Gay - Homossexualidade Masculina - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Mercado GLS. Na terça-feira 5 de maio, os empresários do segmento LGBT da cidade de São Paulo realizam nova reunião para debater o estatuto social de uma entidade própria que irá reuni-los. O evento ocorre às 20h no Clube Sogo e também terá como ponto de pauta as formas de participação na 13° Parada do Orgulho LGBT local, que serão apresentadas pelo presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de SP.

    Mercado GLS

    Mercado GLS

    A fundação de uma associação de empresários do segmento LGBT da cidade de São Paulo é uma iniciativa da organização não-governamental Casarão Brasil, que, de acordo com seu presidente, o empresário e jornalista Douglas Drumond, tem como um dos seus principais objetivos apoiar a criação e o fortalecimento de associações de defesa da causa arco-íris. “A organização da comunidade LGBT dentro de toda sua diversidade é algo pelo qual trabalhamos a cada dia. Acreditamos que só com esse protagonismo conseguiremos alcançar nossa cidadania plena. É por isso que o Casarão Brasil dá suporte a propostas nesse sentido”, explica.

    A iniciativa tem apoio da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads), órgão da prefeitura local, da empresa de consultoria Txai e do Clube Sogo. A criação da entidade também recebe incentivo vindo de fora do país. A marca australiana de underwear e beachwear Aussiebum, que tem forte identidade com o público gay, faz parte da lista de apoios à futura organização.

    SERVIÇO: A reunião é aberta para a imprensa LGBT, confirmar presença através: contato@casaraobrasil.com.br

    Dúvidas, agendamentos de entrevistas com Douglas Drumond ou mais informações com  Welton Trindade – Assessor de comunicação. Telefone: 11 7460-8154.


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  • 15abr
    Gay - Homossexualidade Masculina - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O top model Junior Ferreira é capa e recheio em fotos do expert Didio. E Ferreira não é o único homem de tirar o fôlego na JUNIOR#10, revista que chega a sua décima edição nesta quinta-feira (16/04) em São Paulo e segunda-feira (20/04) no resto do país.

    Revista Junior com Junior Ferreira

    Revista Junior com Junior Ferreira

    Uma dezena de musos foi escolhida entre aqueles que de alguma forma inspiram quem faz e quem lê a revista. Os atores Tuca Andrada e Leonardo Vieira, o escritor Santiago Nazarian e o cantor Ney Matogrosso são alguns deles. Todos concederam entrevista e foram fotografados com exclusividade pela revista. A JUNIOR traz ainda o casting dos sonhos formado por 10 dos modelos mais gatos que já passaram por suas páginas. Os lindos foram eleitos pelos leitores da revista.

    Nas entrevistas quem solta o verbo é a sempre gata Marina Lima e o autor Bernardo Carvalho. Do alto de seus 53 anos, Marina fala de sexo sem compromisso, amores virtuais e solteirice. Já o charmoso Carvalho dá detalhes de seu novo livro e afirma que gay não lê.

    Entre as reportagens da edição, destaque para a que traz depoimentos sinceros de homossexuais assumidos e evangélicos. Os dramas que passaram em suas igrejas e a redenção que encontraram nas novas denominações cristãs inclusivas. O repórter Hélio Filho também analisou o impacto que o jornal “O Lampião da Esquina” causou na comunidade gay brasileiras dos anos 70/80 e sua importância para as publicações que vieram depois. A reportagem traz depoimentos dos primeiros editores do Lampião, Aguinaldo Silva, hoje autor de novelas, e João Silvério Trevisan, escritor de sucesso.

    A impactante história do chamado “Maníaco do Arco-Íris” também ganha destaque nas páginas da JUNIOR. Em pouco mais de um ano, 14 homossexuais foram mortos no Parque dos Paturis, na cidade de Carapicuíba na Grande São Paulo. A reportagem de JUNIOR visitou o local e conversou com os profissionais envolvidos na investigação do caso. Outro artigo que merece destaque é focado na recente publicidade do Doritos, que causou furor na web.

    E aquela barriguinha que teima em te acompanhar? A JUNIOR mostra dietas e exercícios capazes de acabar com ela de uma vez por todas.

    Na seção de Turismo conheça as pousadas friendly para curtir o inverno brasileiro e Copenhague, a sede dos OutGames, os Jogos Olímpicos Gays que acontecem em julho próximo.

    A JUNIOR circula em todo o território nacional. Cada exemplar custa R$ 12


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  • 15abr
    Eventos LGBT - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Curso de Homoafetividade & Família – Casamento Civil, União Estável e Adoção por Casais Homoafetivos à Luz do Ordenamento Jurídico-Constitucional Brasileiro

    Objetiva: proporcionar noções teóricas e práticas fundamentais para que o profissional do Direito possa dar efetividade ao direito fundamental implícito do casal homoafetivo a consagrar sua união amorosa pelo casamento civil, de ter sua união estável reconhecida juridicamente e de ter seu direito à adoção conjunta igualmente reconhecido.

    Destina-se: a estudantes de Direito, bacharéis, advogados, promotores, procuradores, funcionários públicos e magistrados.

    Carga horária: 6 horas
    Programa:

    01. Conceitos básicos
    - homossexualidade, homoessência e homoafetividade
    - diferenças do homossexual para o transexual e o travesti
    - entendimento médico-científico acerca da homossexualidade
    - CID 10-1993
    - resolução CFP n.o 01/1999

    02. Da tese jurídica
    - da possibilidade jurídica do casamento civil, da união estável e da adoção conjunta por casais homoafetivos – direitos fundamentais implícitos
    - uma questão de isonomia
    - uma questão de dignidade
    - uma questão de proporcionalidade
    - da possibilidade jurídica da adoção por casais homoafetivos
    - ausência de prejuízos ao menor – estudos empírico-sociais
    - uma questão de isonomia, dignidade e proporcionalidade

    03. Da elaboração da petição inicial
    - como explicar o tema ao juiz
    - sugestão para colocação da tese jurídica

    04. Análise da jurisprudência

    05. Conclusões

    06. Conceitos jurídicos
    - princípio da igualdade – aspectos formal e material
    - princípio da dignidade da pessoa humana
    - princípio da promoção do bem-estar de todos, sem preconceitos
    - princípio da laicidade estatal (estado laico).
    - direito fundamental à liberdade de consciência
    - o princípio instrumental da proporcionalidade
    - a nova hermenêutica constitucional
    - o pós-positivismo e a eficácia interpretativa dos princípios – hierarquia axiológica (luís roberto barroso)
    - da superação do legalismo à força normativa da constituição
    - do neoconstitucionalismo e da nova democracia
    - teoria constitucional constitucionalmente adequada(canotilho)

    Professor:
    Paulo Roberto Iotti Vecchiatti
    - Advogado
    - Especialista em Direito Constitucional pela PUC/SP
    - Bacharel em Direito pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie/SP
    - Autor do livro: Manual da Homoafetividade. Da Possibilidade Jurídica do Casamento Civil, da União Estável e da Adoção por Casais Homoafetivos.
    - Autor dos seguintes artigos: Homoafetividade e Família. Casamento Civil, União Estável e Adoção por Casais Homoafetivos à luz da Isonomia e da Dignidade Humana. Uma Resposta a Rafael D’Ávila Barros Pereira ; Tomemos a sério o Princípio do Estado Laico ; Laicidade Estatal tomada a sério ; Da Constitucionalidade e da Conveniência da Lei Maria da Penha ; Constitucionalidade do Projeto de Lei 5003/2001. Uma réplica a Paul Medeiros Krause .

    Data:
    28 e 29/04/2009 (terça e quarta-feira)     Horário:
    das 18:45 às 21:45
    Local de realização:
    Centro de Treinamento: LEX
    Av. Paulista, 1.337 – 23º/24º andares (ao lado do Ed. da Fiesp, em frente ao metrô Trianon-Masp)
    São Paulo – SP

    Informações e inscrições:
    São Paulo (Capital): (11) 2158 8620
    Outras Regiões: 4003 5151
    Se a sua região ainda não é atendida pelo serviço 4000, disque 0xx11 4003 5151
    E-mail: cursos@lex.com.br

    Vanuzia Oliveira
    Supervisora de Cursos Jurídicos
    Tel.: 11 2158 8604
    Fax: 11 2158 8630
    E-mail: vanuzia@lex.com.br


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  • 22mar
    Artigos & Textos, Movimento Homossexual, Pensamentos, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Estamos sempre preocupados com o outro olhar e com o olhar do outro em nossas vidas. Desde que nascemos. Isso ocorre com todo o mundo, mas, por razões óbvias, bem mais em cima das minorias discriminadas e excluídas socialmente. Dois pontos estão sempre recebendo uma maior agudez, ainda, na visão dos habitantes desta sociedade imagética: O prazer e a aparência.

    Falemos do primeiro agora: O Prazer. Depois explico como os dois andam juntinhos, que nem unha e carne, um “apoiando” o outro e completando o caminho da infelicidade e da não realização do ser humano.

    Prazer nunca foi algo bem visto dentro de uma sociedade que já nasce culpada, que se estabeleceu em cima da culpa e onde todos são pecadores. Culpado. Mas, nesse mundo, teria que ser criadas válvulas de escape para tanta dor, sofrimento e miséria, que “permitem” algumas coisinhas prazerosas, desde que dentro do padrão aceitável pelo… olhar do outro. Essa expressão pode ser ampliada pelo olhar de um grupo, tribo, povo, região, religião e etc. onde ocorre uma padronização à procura de possíveis identidades em comum. Que, se não existirem tanto assim, podem muito bem serem fingidas (ou forjadas, ou imitadas ou representadas ou ainda impostas pela educação ou por regras verbais ou não verbais). Então, permitem (Eles permitem, os outros) que você frequente a balada da moda, desde que – é claro – você use uma roupa da moda, igual a que usa a sua turma e também consuma o que eles consomem, de música à comida, incluindo aí até gostos estéticos e Desejo. Você não pode se sentir atraído por um gordo ou por um coroa. A menos que esconda o seu desejo e, junto com o esconderijo, se sinta também culpado. Então, tudo bem. Você não é um “anormal”, sua própria culpa é uma prova disso. Anormal seria não sentir culpa. E a culpa, essa nossa (ini)amiga cerceadora vai te acompanhar por toda a sua vida e vai ser muito usada pelos outros , para que você não fuja, nunca do padrão. Compreende por que o prazer é tão temido por qualquer governo, sociedade, pelos poderosos? Por que transgride e desestrutura. Então, sempre, sob inúmeras desculpas, sejam higienistas, medicinais, comportamentais, religiosas, sociais, vão controlar você. Eles, os outros.
    A aparência idem. Hoje, virou pecado (de novo ele, culpa, lembra?) mortal envelhecer. Vivemos a negação do corpo e a negação da morte. Se o envelhecimento nos lembra que, um dia, morreremos, então em nome da “boa saúde” ele deve ser combatido. Olhe ao redor e veja que cabelos brancos só existem em mulheres muito idosas, antes há a obrigação da tintura, mesmo que eles venham aos trinta anos. No Brasil, segundo país que faz mais plásticas no mundo, depois dos Estados Unidos, a mulher será olhada como uma marciana, se deixar os brancos nascerem naturalmente em sua cabeça. No mínimo, será considerada “desleixada”. Engordar também não pode. Quem engorda é por que é uma pessoa preguiçosa que come demais…segundo eles, os outros…ué, mas comida é também um prazer, não? Se não for o maior que temos, sensorialmente falando. Prazer, percebe? Idem, culpa, percebe?

    Que delícia é quando você toma um banhão e sai por aí usando sua camiseta velhérrima e furada, mas a mais confortável do guarda-roupa, junto com aquele tênis encardido de três anos atrás, que não aperta seu pé. Que delícia quando você relaxa! Mas relaxar dá prazer, você não pode perder o controle pois pode ter alguém olhando, um outro. Reparem como a moda contribuiu, ao contrário do que pensam e pregam, com a sua infelicidade, já que ajuda a estandardizar as pessoas, a colocá-las em uma forma. E forma lembra prisão; uniforme; aperto; massificação; robotização. Forma não lembra prazer. Se você se vestir de forma diferente da sua tribo, prepare-se antes para as críticas, julgamentos e para se sentir mal. Moda é uniforme disfarçado. Pode não ter o logotipo da empresa ou da repartição, mas é o melhor exemplo de como sua aparência sofre a influência do olhar do outro. E de como você é, a cada dia, menos você, sem atinar… Tudo isso é, também, dor e sofrimento. No filme de Almodovar, “Tudo sobre minha mãe”, a personagem da travesti diz algo perante uma platéia, ao receber um prêmio, que me fez pensar muito: “Para mim, felicidade é você se aproximar, cada vez mais, do que entende por autenticidade”. Acho que é por aí.

    O que mais me doeu no comercial da Doritos foi justamente a negação da singularidade de cada um, me feriu mais que a homofobia comprovada do mesmo ( você pode dividir Doritos, mas não o seu Desejo ou o seu esfincter…). O rapazinho levando um saco do salgadinho na cara por que está relaxado, feliz e distraído ( se “distrair” é prazer, não?) do olhar cerceador do outro, por que está dançando YMCA , música de grande sucesso do grupo Village People e que se tornou um referencial e um hino gay. E, além de gay, essa música é considerada “brega” pela moda atual. Alguém aí sabe me dizer o que é isso, “brega”? Eu tive uma amiga maravilhosa em minha vida que era considerada brega: peruona, 80 quilos distribuídos em fartos seios que cheiravam à talco, cabelos platinados e misturava abóbora com verde e vermelho, pulseiras enormes e batom vermelhão. Nada nela remetia ao discreto. Aliás, “discreto” é outra palavra muito usada para controlar… Essa amiga vivia rindo, feliz e indiferente às criticas e julgamentos constantes que sofreu a vida toda. Sempre estava com uma camélia no cabelo e a casa cheia de flores e bombons, que comia sem dar a mínima se engordavam ou deixavam de engordar. Cantava os homens na cara dura… foi, sem dúvida a pessoa mais divertida e deliciosa que conheci na vida. Na véspera de sua morte, no hospital, comia chocolate de uma caixa escondida – quem levou não sei…- embaixo do travesseiro e ria com as músicas do Genival Lacerda. Foi enterrada usando cílios e unhas postiças, a seu pedido. Desculpem, mas nenhuma outra pessoa “discreta” e “elegante” ou “sensata” me deu tanta definição de felicidade como ela.

    A mensagem que esse comercial passa é a mais retrógrada possível: “Não divida com os outros quem você realmente é, não seja autêntico. Não relaxe nunca. Faça apenas o que a maioria faz. Viva conforme os ditames alheios, para não “pagar mico”… Que saco, não? Que saco deve ser você ter que se vigiar 48 horas por dia só para ser aceito…

    Tive o azar de trabalhar l4 anos com publicidade, na Folha de S.Paulo e em outros lugares e agências. Publicidade nunca representou um avanço, e sim um retrocesso. Estão sempre a um passo atrás, apesar dos publicitários que trabalham com criação se julgarem os donos da Revolução. Sem avançar, compactuam com o que esta sociedade tem de pior: Ditadura da estética e o mito da juventude eterna, estimulam a selvageria do capitalismo e do consumismo desenfreado, afastam as pessoas da busca de si para apenas aparentar. E ter. Incutem objetos de desejo em quem não pode tê-los. Como o que interessa é vender, é o lucro ou o ibope de uma marca, os meios não interessam. Trabalham em cima do “mass média”, o que interessa para eles é que você nunca pense ou questione tudo isso, pois, se pensar ou questionar podem perder lucros. Mas, reconheço: Têm muito mais a ver com a sociedade imagética que aí está do que os que tentam, desesperadamente, serem autênticos. Não viverei para ver o contrário, ou seja, uma publicidade cuja mensagem fosse: “seja mais verdadeiro e honesto consigo mesmo”. Os argumentos, furadíssimos, dos que defendem o comercial, são “bom humor”; “que só queriam mostrar alguém pagando mico” ou “a maldade está na cabeça de quem assiste” ( esse é triste, tão triste que chega a ser cômico, nega o todo poder da mídia…); “demonstrar como é gostoso consumir Doritos entre amigos”… Pois é. Pouco interessa se o comercial é pouco ou muito preconceituoso. Muitas vezes a sutileza da estigmatização e as entrelinhas ferem mais que um assassinato. Eu me cansei de ser ridicularizado. E você? Qual é o seu limite? Quantas vezes já passamos por situações parecidíssimas com essa mostrada no comercial? O que eu sei, com toda a certeza, é que as pessoas seriam muito mais felizes se dançassem YMCA nas ruas, diariamente, sem levar saco de Doritos na cara. E que pudessem expressar a luz do próprio olhar, sem se preocuparem tanto com o olhar do outro.

    Por Ricardo Rocha Aguieiras ( aguieiras2007@gmail.com  )


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  • 20jan
    Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Gays, HsH, travestis e mulheres transexuais são o público alvo. Estudo anti-HIV necessita de 200 voluntários na Grande São Paulo, entre gays, HsH (homens que fazem sexo com homens), travestis e mulheres transexuais e/ou seus respectivos parceiros sexuais, todos sendo HIV negativos. O iPrEx (iniciativa profilaxia pré-exposição), com sede no Prédio dos Ambulatórios do Complexo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, tem por objetivo descobrir se o uso diário de um medicamento pode complementar o sexo seguro na prevenção ao vírus.

    O medicamento em teste é o Truvada, um composto de dois elementos (Emtricitabina 200mg e Tenofovir 300mg) já aprovado para o tratamento do HIV nos Estados Unidos e Europa. Testes anteriormente realizados com macacos comprovaram que uma dose diária de Truvada tomada previamente oferece resistência à infecção por um vírus semelhante ao HIV em 100% dos casos, outro estudo feito com mulheres na África mostrou que o Tenofovir não prejudica a saúde de quem o toma e pode contribuir para a prevenção ao HIV.

    O público alvo foi escolhido devido à constatação de que as opções de métodos de prevenção disponíveis para gays, bissexuais, travestis e transexuais são limitadas e o uso de profilaxia (medicina preventiva) pré-exposição é uma das poucas disponíveis. Essa população recebe prioridade na nova metodologia, visto que a imunidade ao HIV em mulheres genéticas e homens heterossexuais já está sendo avaliada através de outros procedimentos.

    Àqueles(as) que sonham em ver o mundo livre da Aids e queiram participar do projeto se voluntariando, o grupo oferecerá compensação de despesas com transporte, aconselhamento médico, preservativos, além exames de HIV, Hepatites B e C e outras DSTs. Haverá encaminhamento para tratamentos e para vacinação contra Hepatite B, se necessário, e o mesmo se estenderá aos(às) parceiros(as). Para mais informações sobre o projeto e como participar, acesse: www.iprex.org.br.

    O estudo – que também está sendo realizado simultaneamente no Peru, Equador, Estados Unidos, Tailândia e África do Sul – é financiado pelo órgão governamental norte-americano National Institutes of Health (NIH) e, aqui no Brasil, é promovido pelas USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Fundação Oswaldo Cruz, com a aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa.

    Informações adicionais com Ricardo Gambôa: ricgamboa@gmail.com


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  • 09jan
    Livros GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Me perguntaram qual livro gay eu indico ou recomendo para leitura. Sem pensar disse: o meu! Afinal eu escrevi e publiquei para ele ser lido por todos. Mas quando se fala sobre a homossexualidade recomendar livros gays não é tão fácil assim. Existem vários livros gays, de todos os tipos e todos os gostos. E cada leitura é indicada e recomendada de acordo com o que se espera dela.

    O Armário

    O Armário

    Embora seja meu, eu recomendo a leitura do O Armário porque é um livro com escrita simples e que resume muito bem como o preconceito é criado, os dinamismos psíquicos, as relações familiares e dá uma idéia de como se da a “entrada” e a “saída do armário“. Além de um resumo histórico da condenação pela religião e ciência. Com falas dedicadas ao machismo e a homofobia internalizada.

    Mas existem outros que devem ser aprofundados com certeza. Um deles é o Devassos no Paraíso ou o Seis Balas Num Buraco só, do escritor e amigo João Silvério Trevisan.

    Agora se a busca é por ficção, histórias, romances, eu não sou muito bom nisso. E pela primeira vez estou me aventurando por estas áreas escrevendo o Prometheus. Só espero que ele seja tão aceito quanto o primeiro.

    Vamos ver! :-)


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