Homossexualidade

  • 02mar

    A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), com intuito de defender e combater a discriminação e os preconceitos enfrentados por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, fechou parceria inédita com o escritório Lessi e Advogados Associados. O acordo visa atender mensalmente de forma gratuita os associados da APOGLBT e demais pessoas que procuram pelos serviços da entidade. A iniciativa partiu do presidente do escritório, Dr. Pedro Lessi, que representa vários casos de discriminação por orientação sexual.

    O Dr. Lessi explica que a “parceria representa para a sociedade que o respeito à orientação sexual é um direito fundamental e uma garantia individual do ser humano”. A partir de agora, desde questões contratuais menores, como desrespeito ao uso da logomarca da APOGLBT, até questões de repercussão nacional, como ofensas públicas à população LGBT, poderão ser objeto de representação jurídica.

    Para o presidente da APOGLBT, Alexandre Santos, o Xande, “esta parceria abre a possibilidade dos LGBT terem acesso à Justiça, pois o escritório vai atender a todas as ações que a Associação precisa a favor dessa comunidade”, e ressalta a importância do público LGBT poder reagir às ofensas diárias de apresentadores de TV, programas humorísticos de mau gosto ou religiosos que abrem campanhas de ataques ou ridicularizam nos meios de comunicação.

    Já o tesoureiro da entidade, Manoel Zanini, reflete que por falta de ação nessa área o movimento LGBT e a Associação perdem oportunidades jurídicas importantes. “Com essa parceria os militantes e parceiros saberão que terão segurança para enfrentar qualquer espécie de discriminação perante a sociedade e os órgãos públicos”, conclui.

    Dr. Lessi avalia ainda que a iniciativa é muito mais que uma parceria é criar jurisprudência (um conjunto das decisões legais) no segmento LGBT. “Hoje a população LGBT tem bastante visibilidade, mas poucas conquistas efetivas de direitos. Essa é uma oportunidade de mudar a história”, conclui o advogado.

    Para mais informações sobre como obter assistência ou orientação jurídica em casos de homofobia ou negligência aos direitos constitucionais e civis, contate a APOGLBT pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br ou pelo telefone (11) 3362-8266.

    Informações para a imprensa:

    Assessoria de Imprensa APOGLBT
    Cezar Xavier: (11) 9963-1528 | assessoria.imprensa@paradasp.org.br
    Leandro Rodrigues: (11) 9790-8538 | leandrorodrigues@paradasp.org.br

    Assessoria de Imprensa Lessi Advogados
    Fones: (11) 3259-5333 / 3129-7254
    Gisele Rosa (11) 8121-5265 | jornalismo.gisele@hotmail.com / gisele.rosa@lessi.adv.br
    Ricardo Cazarino (11) 9350-3333 | ricardo.cazarino@lessi.adv.br
    Débora da Matta (11) 8246-3595 | debora.damata@lessi.adv.br
    Letícia Lessi (11) 9140-7050 | lessi.ledrummond@lessi.adv.br


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  • 20fev

    apoglbtNo mês de fevereiro, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT) completa 11 anos de existência. A entidade, que inicialmente foi criada para organizar a maior manifestação de cunho sócio-politico-cultural da história do Brasil, atualmente acumula projetos e serviços gratuitos prestados à comunidade a fim de reduzir a vulnerabilidade da população LGBT em relação à discriminação, à violência homofóbica, às DST/Aids, à negação de direitos constitucionais e afetivos e à falta de informação. Por se tratar de uma organização não-governamental sem fins lucrativos, a APOGLBT necessita da cooperação do governo, de empresas privadas e da sociedade civil para prosseguir com seus trabalhos.

    Num gesto simbólico, o coordenador geral do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, Manoel Zanini, presenteou a Associação em seu aniversário com uma doação de R$ 378,04 (trezentos e setenta e oito reais e quatro centavos) em moedas acumuladas durante um ano. “Juntando pequenos valores dia-a-dia, pode significar, por exemplo, cinco ou seis banners de campanha a mais na Avenida Paulista, durante a Parada” diz Zanini, que com o ato pretende incentivar a participação da comunidade nos projetos da APOGLBT.

    A Associação não possui nenhuma forma de arrecadação de verba que não seja através de doação, pois todas as atividades e serviços que presta são gratuitos. Além de quantias em espécie, qualquer pessoa pode doar materiais para escritórios, móveis e aparelhos eletrônicos usados, livros e DVDs. Outra forma de colaborar com o trabalho da APOGLBT é tornado-se voluntario para a organização do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo.

    A serviço da população LGBT

    O Mês do Orgulho LGBT de São Paulo é um símbolo de como o trabalho da APOGLBT vem se multiplicado. O conjunto anual de atividades, que tem como ápice a Parada do Orgulho LGBT, reúne atualmente um vasto ciclo de debates, o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, a Feira Cultural LGBT e o Gay Day no Playcenter, além ampliar a discussão acerca da diversidade sexual, movimentar toda a cidade de São Paulo para a auto-estima dos cidadãos LGBT e incentivar ações semelhantes pelos rincões do país.

    Durante o ano, a APOGLBT mantém-se como voz ativa da comunidade LGBT, intermediando suas demandas junto às administrações públicas, participando de congressos e fóruns sobre direitos humanos, apoiando e participando de outras manifestações sociais e realizando campanhas de prevenção às DST/Aids. Em sua sede, acolhe vítimas de violência, presta atendimento jurídico e psicológico, mantém grupos de discussão temáticos que servem como rede de apoio entre os participantes e assessora casais homoafetivos no processo de registro de uniões estáveis.

    Ao longo de sua trajetória, a Associação constitui-se como uma das mais importantes representações do movimento LGBT no país, sendo reconhecida internacionalmente por seu trabalho. Em 2009, foi duplamente homenageada pela Presidência da República – através da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Cultura – como a entidade que mais defendeu os direitos humanos e pelas ações realizadas durante o Mês do Orgulho LGBT de São Paulo.

    Para doar qualquer quantia, basta fazê-lo diretamente na sede da APOGLBT, localizada na Praça da República, nº 386, cj. 22, ou através de depósito bancário no banco Bradesco, Agência 3057, C/C 63330-5. Para mais informações sobre como realizar outros tipos de doações ou se voluntariar na APOGLBT, entre em contato através do telefone (11) 3362-8266, pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br, ou acesse www.paradasp.org.br.


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  • 26jun
    Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    A Camara Municipal da Cidade de Santo André, ONG ABCD’S – Ação Brotar para a Cidadania da Diversidade Sexual em parceria com a Prefeitura de Santo André realizará no dia 30 de junho de 2009, a 3º Sessão Solene na Câmara Municipal da Cidade. O evento acontece desde 2007 e prestigia pessoas da comunidade LGBT que se destacam no combate a homofobia. Entre os já homenageados estão o apresentador Léo Áquilla e a professora transexual Paola Onassys.

    Ação Brotar para a Cidadania da Diversidade Sexual

    Ação Brotar para a Cidadania da Diversidade Sexual

    Na sessão deste ano por suas ações contra a homofobia e a favor da aprovação do PLC 122, projeto que tramita no Senado que visa tornar crime o preconceito e a discriminação contra o comportamento homoafetivo, serão homenageados o coordenador do Programa Brasil Sem Homofobia do Governo Federal, Eduardo Santarelo; o coordenador  de  Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Dimitri Sales; o coordenador da CADS – Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal de São Paulo, Franco Reinaudo; o coordenador de Políticas Afirmativas e Enfrentamento à Violência, do Departamento de Humanidades da Prefeitura de Santo André, Cássio Rodrigo e a homenagem póstuma ao antigo coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, que faleceu em acidente automobilístico em abril deste ano, Paulo Biaggi.

    O presidente da ABCD’S, Marcelo Gil destaca que os agraciados deste ano são gays e trabalham nas três esferas governamentais: municipal, estadual e federal. “Todos possuem um passado de militância na luta pela cidadania LGBT e são pessoas que se destacaram por suas atividades como empresários, advogados e educadores.”  A solenidade terá início as 19 horas.  Ao final acontecerão shows  com Drag Stephany Monphettiny,  Jana Falcão e a presença da Cantora Maria Cristina do programa Ídolos da TV Record que fará uma homenagem a Paulo Biaggi.

    Local: Camara Municipal da Cidade de Santo André – Plenário Vereador João Raposo Resende Filho – Zinho
    Endereço: Praça IV Centenário n° 2  – Centro – Santo André
    Horário: A Partir das 19 hs – Entrada Franca

    Jornalista Responsável: Angela Abreu – MTB nº 16.179


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  • 16mai
    Livros GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Como os autores Júlio Assis Simões e Regina Facchini descrevem no livro Na trilha do arco-íris – Do movimento homossexual ao LGBT; publicado pela Editora Fundação Perseu Abramo; dos anos 70 até hoje os homossexuais do Brasil e do mundo percorreram um caminho árduo.

    Livro: Na Trilha do Arco-Íris

    Livro: Na Trilha do Arco-Íris

    Instituições imaculadas, como família, escola, igreja e mídia se veem ameaçadas e os consideram como doentes – apesar da OMS ter retirado a homossexualidade da lista da doenças em 17 de maio de 1990, data que ficou determinada como o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, celebrado em várias partes do mundo. Traz um levantamento sobre as primeiras manifestações, hoje conhecidas como Parada do Orgulho LGBT, que levam a cada ano milhares de ativistas e simpatizantes às ruas, num colorido que mobiliza opiniões e atitudes. Repleto de curiosidades históricas, científicas e filosóficas, o livro faz um panorama do ativismo americano e europeu, mas se aprofunda no movimento LGBT brasileiro com propriedade. Cita a importância de grupos organizados como o Somos e o jornal Lampião, os anos 70 e 80, a mobilização do tribunal brasileiro – inclusive cita casos concretos, como o de Cássia Eller e sua companheira –, analisa o impacto da AIDS na história do movimento e, sobretudo, imerge na importância da homossexualidade no debate público.

    Sinopse

    Em Na trilha do arco-íris – Do movimento homossexual ao LGBT, os autores registram os principais fatos históricos que desencadearam na formação da organização LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) no Brasil. Além de curiosidades e casos verídicos sobre as vitórias e desafios da comunidade homossexual no país, o livro foca na importância desse movimento na construção de um programa de combate ao preconceito e garantia dos direitos civis básicos.

    Sobre os autores

    Júlio Assis Simões – Professor do departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador-colaborador do Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou O dilema da participação popular e trabalhos sobre movimentos sociais (São Paulo: Marco Zero, 1992), participação política, uso de psicoativos, história da ciências social, aposentadoria envelhecimento e sexualidade.

    Regina Facchini – Pesquisadora-colaboradora do Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou Sopa de letrinhas? Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90 (Rio de Janeiro: Garamond, 2005) e trabalhos sobre movimentos sociais, participação política, saúde sexual e reprodutiva, discriminação e violência, gênero e sexualidade.

    Título: Na trilha do arco-íris | Do movimento homossexual ao LGBT
    Editora Fundação Perseu Abramo
    Autores: Júlio Assis Simões e Regina Facchini
    ISBN: 978-85-7643-051-3
    Valor: R$ 38,00
    Número de páginas: 194pp


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  • 12dez
    Eventos LGBT, Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Antônio Luiz Martins dos Reis - Toni Reis -, voltou a defender a aprovação do PLC 122/06, projeto de lei que torna crimes a discriminação e o preconceito contra homossexuais. Ele pronunciou-se sobre o assunto nesta quinta-feira (11/12/2008), durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para celebrar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    Toni Reis - ABGLT

    Toni Reis - ABGLT

    Esse projeto de lei, de autoria da ex-deputada federal Iara Bernardi, atualmente tramita no Senado, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde tem como relatora a senadora Fátima Cleide (PT-RO).

    Toni Reis disse discordar da opinião dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES) de que a proposta “vai calar a voz dos pastores e padres” – Crivella e Malta não apóiam o projeto. Toni Reis ressaltou que a associação exige apenas respeito às pessoas.

    O presidente da associação informou que a proposta foi amplamente debatida em todo o Brasil em conferências nacionais e estaduais que reuniram cerca de 16 mil pessoas. Segundo ele, na abertura de uma dessas conferências, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria observado que “ninguém pergunta sobre a orientação sexual quando as pessoas vão pagar Imposto de Renda; então, por que discriminar quando livremente escolhem o que fazer com seus corpos?”.

    Toni Reis informou que ainda há pena de morte para homossexuais em sete países, enquanto em outros há pena de prisão. Também ressaltou que, no Brasil, 2.803 homossexuais foram assassinados nos últimos 20 anos. E defendeu a necessidade de discussão dos direitos e de todas as formas de discriminação.

    Tortura

    Na mesma reunião, o representante da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) Severino Marques de Oliveira pediu ao senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, que atue junto à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça para que aquele colegiado decida rapidamente em benefício das pessoas que foram torturadas durante a ditadura militar. Ele disse reconhecer que a decisão não vai sanar os danos sofridos por essas pessoas ou suas famílias, mas que, no entanto, isso pode amenizar seu sofrimento.

    Outro assunto abordado durante a audiência da CDH foi a eleição do brasileiro Antônio Augusto Cançado Trindade para ser um dos juízes do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia. O presidente do Movimento de Servidores Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison Guilherme Haubert, afirmou que essa eleição pode representar um avanço nas questões de direitos humanos. Trindade foi eleito em 6 de novembro deste ano. Ele recebeu 163 votos de países representados na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e 14 dos 15 votos no Conselho de Segurança da ONU.

    Já o representante da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB) Moisés Leme da Silva Neto criticou a falta de investimento dos governos nas causas sociais que podem trazer “mais dignidade” às pessoas. Ele informou, por exemplo, que a cada cinco segundos uma criança morre por fome no mundo e que esse problema não é prioridade das autoridades. No entanto, observou, a crise econômica mundial levou os governos em todo o mundo a se mobilizarem para socorrer banqueiros.

    Também o secretário-geral da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Moacir Meirelles, manifestou-se na audiência par pedir mais dignidade aos aposentados e pensionistas brasileiros. Ele disse que muitos estão com uma defasagem de mais de 60% em seus benefícios. Ele lembrou que essas pessoas, “que contribuíram para a grandeza do país, hoje enfrentam dificuldades”.

    Estatuto da Igualdade Racial

    O relator na Câmara do projeto de lei de Paulo Paim, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, deputado federal Antônio Roberto, informou durante a audiência que o deputado federal Vicentinho pediu vista da proposta. A matéria seria votada na manhã desta quinta-feira na Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial, mas, com o pedido de vista, a votação foi adiada para a próxima quarta-feira (17). O relator disse que o projeto (PLS 213/03), que tramita na Câmara como PL 6.264/05, precisa ser aprovado para que haja a “inserção” dos afro-descentes e a reparação do que ele considera “um erro histórico”.

    Caso a matéria seja aprovada na Câmara sem que haja alterações no texto aprovado no Senado, o projeto será encaminhado à sanção presidencial. Mas, se houver modificações, voltará ao exame do Senado.

    O coordenador de Assuntos para a Igualdade Racial do Distrito Federal, João Batista de Almeida, informou que a criação de um espaço destinado a atividades de proteção de afro-descendentes em Brazlândia, no Distrito Federal, depende da aquisição de uma área para essa finalidade. Nesse sentido, ele pediu o apoio do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) para o projeto que será coordenado por Elza Caetano. Cristovam afirmou que a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) está tomando providências para a liberação do terreno e destacou que o acolhimento de afro-descendentes “é uma luta que todos nós deveríamos abraçar”.


    Fonte:  Iara Farias Borges / Agência Senado


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  • 12dez

    A APOGLBT foi premiada na categoria Dorothy Stang – Defensores de Direitos Humanos, da 14ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2008, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido durante o Mês do Orgulho GLBT e às atividades de combate à homofobia, às DST e em defesa dos direitos de LGBT. Portanto, na próxima segunda-feira (15/12/2008), o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Alexandre Santos, o Xande, recebe, em Brasília, o prêmio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).
    Bandeira Gay

    Estamos honrados, porque esse reconhecimento ajuda a desmistificar o trabalho da Associação, que não se restringe à Parada do Orgulho, mas a uma atuação firme na luta contra a discriminação e à violência contra LGBT“, lembrou Xande, referindo-se à face mais conhecida do trabalho da Associação, além de outras ações e projetos, mantidos durante todo o ano.  Vários protestos contra a violência homofóbica na capital foram encabeçados pela APOGLBT, causando interesse da mídia e da polícia, gerando programas de capacitação de policiais para os direitos LGBT. Diariamente, a Associação recebe denúncias de homofobia e oferece acolhimento jurídico e psicológico para as vítimas.

    Preconceito contra a entidade

    Xande lembrou as dificuldades que a APOGLBT tem enfrentado durante esses 10 anos de atividades. “Prêmios como esse podem contribuir para reduzir o preconceito explícito e velado que sofremos em várias de nossas atividades”, ponderou o presidente da entidade. Vários setores da sociedade ainda oferecem resistência ao trabalho da APOGLBT, só reduzida devido ao trabalho conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Cads da Prefeitura, que se sensibilizaram com os objetivos e atuaram como moderadores em várias negociações.

    A discriminação disfarçada de burocracia se manifestou em várias ocasiões contra a realização da própria Parada do Orgulho, vencida pelo apoio popular e do movimento LGBT. O preconceito explícito contra a APOGLBT se manifesta por meio de organizações religiosas, que chegam a entrar na Justiça contra a atuação da entidade. “Apesar de representarmos a maior manifestação do Orgulho GLBT do mundo, ainda encontramos dificuldades em conseguir apoios e patrocínios de empresas privadas, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos”, revela Xande. As únicas empresas que apoiaram financeiramente as manifestações estão vinculadas ao Governo Federal, e, mesmo assim, só se envolvem com o Mês do Orgulho, o que dificulta a sustentabilidade institucional, durante o resto do ano.

    Atingindo multidões

    O Mês do Orgulho LGBT é, ainda hoje, a atividade mais visível desenvolvida pela entidade e tem agregado mais manifestações e participantes ao longo do tempo – Feira Cultural LGBT, que em sua 8ª edição reuniu 120 mil pessoas, o Ciclo de Debates e o Gay Day, que em 2008 atraiu 8 mil pessoas ao Playcenter. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo nasceu com o objetivo de visibilizar a população LGBT e suas demandas, tendo reunido 3,4 milhões de manifestantes em 2008, funcionando como uma campanha de alcance mundial contra a homofobia.

    Além do Mês do Orgulho, a Associação realiza, desde 2002, reuniões temáticas em sua sede, que têm por objetivos a identificação de demandas/necessidades de cada “segmento” da comunidade LGBT, a capacitação continuada dos/as participantes, a redução da vulnerabilidade individual e a criação de redes de apoio entre os/as participantes dos grupos. O mais antigo desses grupos é o de Travestis e Transexuais, criado em setembro de 2002, no mesmo momento em que surgia a Secretaria de Lésbicas. Nasce a Secretaria de Gays, o Grupo de Jovens e Adolescentes Homossexuais (JAH) e o Espaço B, grupo de reflexão sobre (bi)sexualidades.

    A partir de 2004, a APOGLBT começa a atuar na capacitação de novas lideranças para o movimento, começa a investir na produção de conhecimento sobre a comunidade LGBT, a partir de pesquisas na Parada. Em 2006, a APOGLBT começa a atuar com projetos de redução da vulnerabilidade frente às DST/HIV/Aids fora do período do Mês do Orgulho, com o projeto Tenho Orgulho e Me Cuido, voltado para jovens e adolescentes HSH, e o Saber Cuidar,  contra hepatites virais entre LGBT. Investiu também no apoio ao Fortalecimento do Fórum Paulista TT, sendo executor fiscal do projeto. Ainda em 2006, começa a realizar o projeto Rede Cidadã pelos Direitos Humanos de LGBT e PVHA, de modo a ampliar a capacidade de atender a demanda por atendimento/aconselhamento jurídico que tem recebido nos últimos anos. A APOGLBT mantém um livro de registro de uniões homoafetivas, desde 2004, que conta com cerca de 200 uniões registradas.

    Noite de gala

    A cerimônia de entrega será no dia 15, às 15h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, durante a abertura da Conferência Nacional de Direitos Humanos. Os ganhadores receberão um certificado e uma obra de arte criada pelo artista plástico Siron Franco.

    A Comissão de Julgamento foi  constituída pelo ministro Paulo Vannuchi como presidente e pelas seguintes personalidades: Egídio Machado Sales Filho, Nair Bicalho de Sousa, Paulo Abrão Pires Junior, Roberto Armando Ramos de Aguiar e Solon Eduardo Annes Viola.

    Junto com a APOGLBT, como pessoa jurídica, a categoria Dorothy Stang premia, também, Maria Amélia de Almeida Teles, como pessoa física, e 20 outras organizações e pessoas nas demais dez categorias. Amelinha, como é conhecida, é parceira histórica da APOGLBT, na luta contra o machismo e em defesa do Estado laico.


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  • 02dez
    Diversidade GLS, Eventos LGBT, Movimento Homossexual, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Bacana ver que o projeto idealizado por Douglas Drumond (o de óculos na foto), o Casarão Brasil, esta saindo do papel. Quando fui no coquetel de apresentação do projeto, meses atrás, parecia algo impossível de se conseguir/realizar.

    Casarão GLS

    Casarão GLS

    Mas nesta segunda, visitando o casarão, em um novo coquetel para apresentar as reformas, deu para perceber que falta pouco pro sonho se tornar realidade. E melhor, vai unir vários projetos da própria comunidade. A idéia é ter lojas, serviços, unidade básica de saúde, assistência aos carentes, enfim, o que puder ser feito em pró da comunidade LGBT. Gostou? Pois bem, não tem como não gostar! O site do Casarão Brasil é o www.casaraobrasil.com e segundo o assessor de imprensa Julio Cardia as atividades devem começar efetivamente em Março de 2009. Em outras palavras: daqui a poucos meses!!!

    Parabéns ao Douglas e a todos que estão contribuindo para que este sonho vire realidade… :-)


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  • 23nov
    Eventos LGBT, Movimento Homossexual, Vida Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    A 3º Parada LGBTT de Itaquera em São Paulo/SP foi ótima embora a chuva e a pouca divulgação do evento. Com saida marcada após o meio dia, a parada seguiu firme do Metrô Itaquera até a praça que fica entre a Avenida José Pinheiro Borges e a rua Gregório Ramalho.

    Terceira Parada Gay de Itaquera - 23112008

    Terceira Parada Gay de Itaquera - 23112008

    Realizada pelo grupo ZONA com o apoio da CADS a parada teve a participação de Silvetty Montilla, Dindry Buck, Bill da Pizza, Salete Campari, Leandro Vibe e outros artistas, conhecidos e amigos de Itaquera e regiões vizinhas. Além de um concurso de Drag para escolher a drag queem oficial do bairro de Itaquera. Uma pena a chuva ter atrapalhado pois, segundo um dos jovens que participou de todas as edições, no ano passado a quantidade era quase 4 vezes maior. Mesmo assim ela cumpriu sua função social. Nota 10 também para o policiamento e ambulância que ficou disponível durante todo o tempo.

    Parabéns a todos os organizadores. Ano que vem vamos precisar de mais divulgação… e uma ajudinha de São Pedro… ;-)


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  • 20out

    Este artigo foi escrito para aqueles que, confusos, sofrem com o homossexualismo e buscam um conforto sobre como lidar com seus desejos homossexuais. Todos, sem exceção, precisam entender que a sexualidade humana é uma só e os desejos homossexuais são apenas uma vertente sadia da sexualidade humana. Leia, agora, este polêmico, mas educativo, artigo:

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    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    Respeito religiões e religiosos, desde que estes não interfiram na vida alheia, impondo seus costumes e crenças de forma errada, com profundo fanatismo e violência contra o próximo.

    E isso frequentemente acontece quando o assunto é “Religião e homossexualidade“. Sempre tem alguém que ergue uma Bíblia e cita passagens que condenam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, como se aquele livro, escrito por homens e modificado por vários povos através dos séculos, fosse o livro mais importante do universo.

    Este artigo pretende ensinar as pessoas como se defender das acusações deste “livro sagrado”, pois, se tudo na Bíblia é o correto, nós devemos dizer a estes fanáticos que eles devem apedrejar os adúlteros, escravizar suas filhas, defender a escravidão humana, matar todos que trabalham de sábado e ainda expulsar de suas igrejas os deficientes físicos. Sim, tudo isso “está escrito” no livro sagrado.

    Uma das passagens mais enfatizadas por eles sobre a homossexualidade está em Levítico 18:22: “Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é uma abominação” e em Genêsis 19:1-25, onde se narra a destruição de Sodoma e Gomorra por Deus devido a prática do sexo entre os homens.

    Já que estas “Leis de Deus” estão corretas e a homossexualidade é injustamente condenada, devemos então enfatizar também outras leis que existem neste “livro sagrado” e que deveriam vigorar em nosso dia-dia.

    Em Êxodo 21,7-8 por exemplo, são dadas orientações sobre a maneira de vender a própria filha como escravo. Em Levítico 25,44, explica-se que os escravos devem ser comprados nas nações vizinhas. No mesmo Levítico 15,19-24, diz-se que a menstruação feminina é uma imundice e tudo o que a mulher tocar neste período fica imundo, inclusive seu marido. No Êxodo 15,2, diz-se que o sábado é para descansar e quem trabalhar neste dia DEVE SER MORTO – imaginem a quantidade de gente, inclusive amigos do dia-dia, que trabalham de sábado e que segundo a bíblia deveriam morrer por isso.

    E ainda tem mais. Em Levítico 21,20, ninguém pode se aproximar do altar de Deus se tiver alguma doença ou defeito, se for cego, coxo, corcunda ou anão. A lista de atrocidades e leis ultrapassadas não é pequena. A Bíblia e a Igreja em si, graças a democracia da informação, está perdendo sua força com assuntos ultrapassados como este.

    Recentemente, a condenação do Papa aos países com tolerância a homossexualidade, é só uma das ações “apelativas” da Igreja que está caindo em ruínas e muitas vezes indo contra a sua própria homossexualidade (é fato comum a existência, cada vez maior, de praticas homossexuais entre seus fiéis servidores).

    Então, quando alguém impor a Bíblia contra a homossexualidade, enfatize também estas outras leis. Diga que devem matar todos que trabalham de sábado, expulsar da igreja qualquer deficiente físico, ter sua esposa como um lixo no período fértil e também que devem escravizar e vender suas filhas. Nada mais justo. Para aqueles que se acham justos.

    Como disse acima, respeito tudo e todos. Cada um pode ter e seguir sua religião – seja qual for – sem problema algum. Desde que respeite o próximo. Ainda mais homossexuais. Só na parada de SP foram mais de 2 milhões na avenida paulista em 2006. Nós existimos, não somos doentes, nem aberrações e muito menos condenados por Deus. Apenas temos uma orientação sexual diferente dos demais. Nós amamos, criamos família e contribuímos para uma sociedade melhor. Ignorância e hipocrisia religiosa têm limite.

    Vamos ficar atentos e se defender de tais atrocidades.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  ”O Armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido” – Site do livro: www.oarmario.com


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 07out
    Diversidade GLS, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Não poderia deixar de registrar o fato importante que foi, para nós, LGBT paulistanos, a eleição do Italo Cardoso (PT), para vereador em São Paulo.
     

    Italo Cardoso

    Italo Cardoso

    Italo é um quadro histórico da luta pelos direitos humanos na capital, apoiador, desde a primeira hora, do movimento LGBT, inclusive da Parada do Orgulho. Italo teve o apoio de parte expressiva de lideranças do movimento paulistano, como Xandão, presidente da APOGLBT, Lula Ramires, do Corsa e Beto de Jesus do IEN.

     
    Italo teve 30541 votos, e, com certeza será um aliado de toda/os que lutam contra todo tipo de opressão e por políticas públicas inclusivas e universais em nossa cidade.
     
    Abs e obrigado pelo apoio
     
    Julian Rodrigues


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  • 04out
    Livros GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Se você nunca leu nenhum livro sobre a homossexualidade e pretende se aventurar em algum deles, não deixe de ler “Devassos no Paraíso” de João Silvério Trevisan. Como um amigo me disse certa vez, é o tipo de livro que você tem que deixar perto da cama, para que possa ler e reler quase todos os dias.

    Devassos No Paraíso - João Silvério Trevisan

    Devassos No Paraíso - João Silvério Trevisan

    Também pudera, Trevisan conseguiu ao longo de muitos anos vasculhar e contar a história da nossa homossexualidade, a homossexualidade brasileira que até então não existia na maioria dos livros. Ele fez uma rica pesquisa e narra várias histórias acontecidas em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, entre outros lugares desde o período colonial.

    Nele você vai encontrar diversos assuntos, autores e personalidades gays que nunca se assumiram e que suas famílias lutam até hoje para que os mesmos não sejam enquandrados como “homossexuais“, a rica história da AIDS para que você possa entender porque a ligação entre gays e essa terrível doença persiste até hoje em algumas pessoas, a história do movimento homossexual brasileiro, hipocrisia da Igreja, entre outros. O livro com mais de 600 páginas é realmente fabuloso. Por enquanto é um dos meus preferidos e também é o que mais indico aos amigos.

    Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade
    João Silvério Trevisan
    Editora: RECORD
    Leitura e análise: Fabrício Viana

    Comprar:

    Devassos No Paraíso


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