Homossexualidade

  • 06dez
    Religião & Homossexualidade - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Algumas pessoas se assustam com a idéia de ter um bispo, pastor, padre, seminarista ou frei homossexual. A verdade é que eles existem. Claro que a maioria são camuflados e vivem sua homossexualidade escondidos de suas respectivas religiões (ou crenças). Mas como cito no meu livro O Armário eles não só existem como tem uma vida homossexual bastante movimentada. Leia trecho do prefácio da segunda edição do meu livro:

    Padre, Pastor, Bispo ou Seminarista Gay

    Padre, Pastor, Bispo ou Seminarista Gay

    Outra experiência interessante que tive, e que me surpreendeu muito durante a primeira edição, foi a diversidade de leitores interessados. Foram mães que compraram o livro para dar de presente aos filhos, outras para entender seus filhos, filhos que compraram para os pais, senhores e senhoras da melhor idade descobrindo novos prazeres sexuais, executivos que trabalham em grandes multinacionais preocupados com o sigilo, esposas que compraram por desconfiarem da homossexualidade de seus maridos, esposas que começaram a ter atração por outras mulheres, maridos que começaram a ter atração por outros homens, heterossexuais, jornalistas, psicólogos, advogados e até casos de Freis e Pastores de igreja, com vida dupla mas bastante ativos em suas comunidades, procurando entender o universo homossexual e a sua própria homossexualidade.

    Mas isso não significa que todos sejam homossexuais. Nem significa que os que são transam entre si, abusam sexualmente seus fiéis (de todas as idades) ou mantém relacionamentos conturbados com tudo e todos. A homossexualidade, e é isso que precisamos informar e educar a sociedade, é apenas uma das orientações sadias da sexualidade humana. Os atos (bons ou ruins) do ser humano independem da orientação sexual de um indivíduo, seja ele gay, hétero, homossexual ou assexuado.

    O importante na vida é o respeito. Claro que eu gostaria que todos eles saissem do armário (e de suas respectivas funções) e vivessem uma vida “fora do armário“, fora de conflitos neuróticos entre suas crenças e aquilo que é proibido. Mas essa parte é a parte do meu trabalho. Dos meus estudos, do meu livro, das palestras que dou pelo Brasil e de tudo o que eu venho tentando mostrar a essa sociedade não apenas da homossexualidade, mas da sexualidade humana em si (que é sempre confusa, deturpada e muito mal esclarecida).


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 07out
    Artigos & Textos, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Não gosto muito o termo “fora do armário”, mas estou nesta condição desde o começo da minha adolescência. Com apenas 14 anos chamei minha mãe para uma conversa e abri o jogo sobre minha orientação sexual. A casa caiu! Meu pai ficou sabendo no mesmo dia e então o circo estava armado.

    Erik Galdino

    Erik Galdino

    Algum tempo depois a situação caiu no esquecimento, na verdade um refúgio que eles encontraram para não se corroerem com a questão que os desagradava, mas me pressionaram a algumas incursões religiosas e psicológicas. Seis meses depois tudo estava como antes.

    Aos 17 anos o assunto voltou a tona de uma forma muito chata, meus pais leram algumas conversas que mantinha com um amigo através do quase finado ICQ, mas foi um momento importante, no qual decidi não mais deixar cair no esquecimento que eu gosto de homens.

    De lá para cá muita coisa aconteceu. Trabalhei em projetos sociais para conscientização da homossexualidade sob a ótica da realidade e não de uma construção errada que muitos pais e familiares fazem sobre a questão como, por exemplo, achar que todo gay tem vontade de ser mulher e está em fase de transição para ser travesti.

    Na ocasião em que estava envolvido com projetos sociais tinha uma opinião muito radical, que todo homossexual deveria rasgar o verbo e gritar aos quatro cantos sua orientação sexual. Incentivava meus amigos próximos a assumir para suas famílias, nos seus ambientes acadêmicos e profissionais.

    Hoje entendo exatamente o motivo desse meu posicionamento: eu vivia – e ainda vivo – uma condição que me permite tudo isso. Estudava em colégio bacana, onde ser gay não era problema, estava imerso no mundo gay, quase todos os meus amigos eram homossexuais e vivia em um bairro que dificilmente seria submetido a ações preconceituosas e além disso tudo estava com a minha sexualidade muito bem definida.

    Porém nem todo mundo é assim. Sabemos que muitos homossexuais são agredidos verbalmente e fisicamente todos os dias, empresas ainda demitem com base na orientação sexual de seus empregados e a maioria da população brasileira vive em zonas periféricas onde não a violência impera.

    E como sempre digo “que bom que o ser humano evolui”. Fico feliz em ter mudado de opinião sobre isso. Não acho de bom tom o posicionamento de militantes que criticam pessoas que estão na mídia e é sabida sua homossexualidade ou bissexualidade de não se assumirem.

    Mesmo que públicas, a orientação sexual é uma questão de foro íntimo, assumir ou não é uma decisão pessoal e deve ser respeitada. Se no passado queria ver todo mundo se assumindo, hoje quero as pessoas bem consigo mesmas, bem com sua orientação sexual e sair ou não do armário é uma decisão que deve ser tomada com cautela e avaliado todas as conseqüências que isso pode trazer para sua vida.

    Erik Galdino, 28/06/2007, São Paulo


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  • 27set
    Mitos da Homossexualidade - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Se você está confuso quanto aos seus desejos homossexuais, esta deprimido, se sente sozinho, sem rumo, não sabe o que fazer ou a quem procurar, minha sugestão: leia sobre o tema, procure entender os mecanismos psíquicos de quem já “saiu do armário” e evite grupos, livros ou profissionais que promovam a “cura da homossexualidade“, seja por terapia de vidas passadas ou qualquer outro tipo.

    A cura da homossexualidade

    A cura da homossexualidade

    A verdade é que, só se pode “curar” doenças e a homossexualidade não é uma doença. Já foi, sim, no passado, quando a ciência e a religião andavam praticamente juntas e assim, ela foi taxada como uma perversão sexual.

    Hoje em dia ela não é e, embora exista um caminho difícil para sua plena aceitação e liberdade de viver os desejos homossexuais, é o caminho mais digno que um ser humano pode escolher e ter em sua vida.

    Claro que as decisões são de cada um. Mesmo porque a orientação sexual é mutável. Hoje posso ter atração por pessoas do mesmo sexo e amanha não. Ou posso no início da minha vida ter pelo sexo oposto e já adulto pelo mesmo sexo. Ou ainda passar a vida inteira apenas com uma orientação sexual (pelo mesmo sexo, sexo oposto ou pelos dois sexos). Enfim, não existem regras para o desejo sexual e é isso que precisa ser respeitado. Não se engane lendo livros ou participando de grupos que tentem te tornar “heterossexual” ou mesmo “homossexual”. Comportamentos podem sim ser aprendidos, desejos sexuais não!!! Não passe sua vida inteira se enganando. Procure conhecer a si mesmo e a homossexualidade, além do machismo, religião e tudo o que a assombra injustamente.

    Em outras palavras, dá para ser gay, assumido e feliz. Dá para ser lésbica, assumida e feliz. Você só precisa de orientação certa. Literatura correta (como por exemplo Devassos no Paraíso, Seis Balas Num Buraco Só, O Armário – meu livro, e tantos outros).

    Boa sorte. A caminhada é longa mas vale a persistência. No final, lembre-se, quem decide é você.


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